Barbalha tem o primeiro SVO do interior do Brasil

29 04 2008

               Foi inaugurado no último dia 25 de abril, na sede do Curso de Medicina do Cariri (UFC), em Barbalha, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), com o status de SVO público e regional. O serviço leva o nome do Professor Doutor Ícaro de Sousa Moreira, numa homenagem ao Reitor da UFC, falecido na semana anterior à inauguração. As funções do SVO consistirão em esclarecer a causa mortis dos óbitos por doença mal definida ou sem assistência médica e prestar colaboração didática e científica aos diversos setores de estudo da Faculdade de Medicina. As mortes violentas ou suspeitas continuarão a ser investigadas pelo IML de Juazeiro do Norte.  

A emissão precisa do atestado de óbito é fundamental para estudos epidemiológicos que fornecem dados sobre as causas de óbito no município e no país. Atestando corretamente as causas mortis, o SVO contribuirá para o aprimoramento das informações acerca da mortalidade na nossa região. Assim, o conhecimento sobre as causas de óbito permitirá desenvolver estratégias e investir adequadamente para prevenir e tratar as doenças mais freqüentes. Para exemplificar a imprecisão dos atestados, uma pesquisa realizada em 2004 pela Liga de Anatomia do Curso de Medicina revelou que mais de 25% dos atestados de óbito dos barbalhenses traziam como causa mortis a cômoda expressão “causa desconhecida”.

 O novo serviço terá uma grande demanda, por atender às regiões Sul e Centro-Sul do Estado do Ceará e mais 16 municípios no Estado de Pernambuco. O SVO de Barbalha é o 17º filiado à rede de SVO’s do Ministério da Saúde, sendo que os demais 16 estão todos localizados em capitais do país. Ou seja, ele é o primeiro localizado em uma cidade interiorana.

 Entretanto, no início do seu funcionamento, que deve ocorrer de fato na segunda quinzena de maio, impõe-se o desafio de incutir nos profissionais de saúde e na população a importância da realização dessas autópsias clínicas, como instrumento fundamental para melhorar nossos índices de saúde. Afinal, sem um atestado de óbito preciso, perdem a famíla (que fica sem saber ao certo de que seu ente-querido faleceu, se há necessidade de prevenção de tal doença por seus familiares, etc), os serviços de saúde (que não se preparam adequadamente para receber os pacientes) e os municípios (que ficam com suas estatísticas de saúde seriamente prejudicadas).

 

Joaseiro.com


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