Chuvas atrasam vôo para o Cariri
Mais uma vez o usuário de transportes aéreo do Cariri e Capital do Estado passam transtornos em virtude das condições climáticas. Ontem, um vôo que vinha de Fortaleza para o Cariri teve de retornar e somente chegou por volta das 8 horas em Juazeiro, retornando às 8h30. Os atrasos têm sido constantes, principalmente por conta da fase invernosa. Não somente os atrasos, mas houve casos de cancelamento de vôos. A situação poderá ser minimizada com o auxílio de um instrumento para ajudar na aproximação, o Papi.
Há alguns meses, o projeto foi encaminhado ao Centro Integrado de Defesa de Tráfego Aéreo (Cindacta 3), ligado a Recife. O uso do equipamento deverá iniciar a partir do próximo dia 15, mas o tempo, segundo o superintendente regional da Infraero, Edson Fernandes, é o que conta. No caso da região do Cariri, Fernandes ressalta, além das condições de clima, por ser úmida e neste período apresentar teto baixo de visibilidade, as questões geográficas, por ser uma região que apresenta áreas montanhosas.
Essas condições, segundo ele, devem ser levadas em consideração. Causam transtornos, diz, mas são decisões tomadas por medida de segurança para preservar a vida humana e o patrimônio. “Os cancelamentos ocorrem não só no Cariri, mas nos maiores aeroportos do mundo”, cita Fernandes. As mais altas tecnologias são utilizadas em aeroportos da Europa e Estados Unidos, e em determinados momentos não há condições de sobrevoar. Segundo Fernando Carneiro, do setor de Operações do aeroporto, isso muitas vezes pode até causar situações desconfortáveis para os passageiros, mas é uma questão de segurança. No aeroporto regional, as condições de pouso estão dentro dos padrões normais. A iluminação, segundo Edson, obedece padrões internacionais.
Por ser uma questão de propiciar maior segurança, o Papi não chegou a ser adquirido há mais tempo por ser um equipamento caro. O equipamento se encontra montado no aeroporto, aguardando a liberação para o funcionamento.
O cancelamento de vôos durante as fortes chuvas ocorridas no Cariri tem acontecido com constância. Há situações em que vôos da Oceanair tiveram de passar direto para Recife, por conta da falta de visibilidade. E também da Gol, com desvio de rota. Para Carneiro, não é uma simples neblina que vai impedir um vôo. “Isso não quer dizer que numa chuva em condições normais o avião deixe de pousar em Juazeiro”, explica. Afirma que há casos de, em locais de maior incidência de chuvas fortes, de até serem fechados por determinado período. O novo equipamento, para ele, facilitará as condições de pouso, mas não quer dizer que isso sempre seja possível.
(Fonte: Diário do Nordeste)
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