Um século sem internet?

30 05 2008

Sem Internet

(por J.Matias de Oliveira)

Primeiro que a integralidade deste texto estaria comprometida em um século sem computador nem Internet. O distinto leitor talvez o encontrasse subscrito numa folha de papiro tão comum aos tempos de quando o velho Machado escrevia para a Tribuna do Rio de Janeiro. O fato é que cortes de energia acontecem nas melhores residências, dos melhores clientes (para tudo, menos pagar em dia), porém nos piores dias. A pena-tinteiro era a preferência maior do Fernando Pessoa, e séculos depois para alguns como Monteiro Lobato também o seria. Da maioria dos escribas contemporâneos não se ousa imaginar discorrer essas mal engajadas palavras sem o auxílio do teclado, mesmo aquele dos tec-tecs românticos à la máquina de escrever Olivetti de um Nelson Rodrigues, Rubem Braga ou Paulo Mendes Campos, dentre outros jornalistas que o tempo engoliu e jogou-nos somente a parte que foi tocada pelo teclado e não materializada em outra forma senão nos livros que deixaram. Foram-se os teclados formato Olivetti, ficaram as palavras e bilhões de escribas virtuais ainda dependentes de blogs, notebooks, Internet e outras torturas da temporalidade volátil nesse mundinho mais ou menos.

Várias vezes pensei, diante do mesmo computador (minha tortura e meu salvador), que os tempos modernos são nada mais que um armistício para a sem-que-fazeria. É divagando em poucas horas de abandono das atividades externas que passo neste bendito meio multimedia sem ver a chuva escorrer pelo mundo afora, sem notar os pingos que caem. Nesses momentos tem-se a impressão de que os séculos passados foram regados a produções massivas de vinho, espetinhos de animal e festas, muitas festas, para suprir a falta das pequenas confraternizações individuais que se dá entre as paredes azuladas do orkut e estas de cimento e tijolo que cercam o quarto solitário.

Imagino-me sem internet, sem computador e sem luz, e a vaga luz bruxuleante da lamparina acesa sobre o papiro fazendo contornos de sombra ao rés do papel. A pena de minha caneta-tinteiro escorre avidamente encaixando palavras perdidas nos dicionários e expressões advindas do meu cotidiano na corte de um rei tirano, desses de contos de fada. Escrevo para ninguém. Porém, escrevo, escrevo, escrevo. E as palavras soltam-se como estas que vão se soltando aqui e agora, sem objetivo, assemelhando-se em parte às rotineiras rodadas de café de que Balzac se utilizava a cada noite para abastecer seu robusto currículo de títulos concebidos pelos roncos do estômago e furos do bolso de trás das calças. O cara escrevia para comer, como pode isso no século XXI?

Em certo momento, paro de escrever essas linhas pretensiosas no papiro, amasso e ponho todo o trabalho fora, no lixo. Do restante faço picotes ao tamanho dos três dedos, indicador, maior-de-todos e catapiolho. De um escrevo recadinho para o Maurício, meu chegado dos tonéis de rum ali da tabernaria. E o moleque auxiliador vem pegar, disposto a umas pratas a mais no calção sujo. Dez minutos depois, a resposta. Hum! O viado não quis vender 12 copos por dez cruzados reais. Rapidamente, outro bilhete vai pelo moleque. E recebo a resposta, que conduz a outra. E outra. E mais outra.

Dona Amélia da faxina na igreja barroca entra na jogada, e em vez de bilhetes utilizávamos as folhas do papiro inteiras. Cada um com a sua, coletando mensagens, transcritas sempre após o nome de um e de outro. Havia uma folha específica para cada contato. Seu Maurício vai em duas folhas, com respostas deles e minhas seguidamente, assim em fileira. A certo momento, D.Amélia pede licença para reescrever não só em suas folhas de recados particulares, mas também, e ainda, no contato entre mim e Maurício. Estabeleceu-se uma rede de moleques que ligavam nossas residências a nós próprios, e as interligavam fazendo contatos e convites às casas das redondezas. Agora, três ou quatro faziam o serviço, cobrando algumas pratas pela entrega e recebimento das folhas.

Por um dissenso de organização ou não, os moleques começaram a se enganar nas folhas de recados. Entregava a de Maurício que ia para Fernanda para Amélia que queria receber de Eduardo. Uns diziam que se tratava apenas de confusão no recebimento e entrega, outros eram da opinião de que se pagava por aquele absurdo. Quer dizer, ao se ouvir a palavra “absurdo” nem todos concordaram, nem tantos sorrisinhos apareceram nos cadernos de recados que já iam em cerca de 20 contatos cujo título no começo de um certo caderno havia inscrito “Vila Del Rey”. Os mais das outras folhas comunitárias tiveram acesso às da comunidade que se formara, e resolveram nomear a sua como “Vila de São José Del Rey”.

Rodavam os recados, de casa em casa. Os que ousavam sair das casas eram para locais pré-combinados através das folhas, o qual o taverneiro ou dono de outro estabelecimento já sabia de antecipação, se não diretamente, indiretamente pelas bisbilhotagem de folhas clandestinas. Foi nessa que souberam os clandestinos por fora da rixa entre os da Vila Del Rey e o pessoal da outra. Descobriram até mesmo que pretendiam mudar o nome de “Vila Del Rey” para “Discípulos Del Rey na Vila Abençoada”. Alheios a tudo, os jovens enamorados contaminados pelo amor romântico trocavam sonetos de Camões e Shakespeare por suas folhas particulares (elas também caindo nas mãos de oportunos), e logo reivindicaram uma folha comunitária para seu amor franco tornar-se cada vez mais público. E criou-se a folha “Namorados de Del Rey”. Não a única. Os taverneiros queriam trocar informações sobre os devedores de bebida nas esquinas de cachaça espalhadas pela Vila com a folha “Cobradores e taverneiros: uni-vos”. Depois, a réplica, “Devedores e sinceros: pague-se quando puder”. As fofocas estavam em moda, e Dona Amélia da igreja barroca separou uma resma inteira de papiro para “Mitos e Fatos na Vila Del Rey Atual”. A rede de moleques crescia, a produção de folhas também.

Uma semana após meus pensamentos pessimistas sobre viver num passado onde não houvesse Internet, regado a vinho suspeito e literatura barata, estava agora encharcado de cadernos e mais cadernos que circulavam toda a Vila Del Rey, os povoados vizinhos e, talvez, até a corte e a abrangência de metade do Estado. El Rey, o rei de fato, sabe-se por intermédio de cortesãos, já possuía seus cadernos de recados para a família, os pares e integrantes da casta maior do reino. Os mais corajosos arriscam as cabeças em dizer que El Rey possuía várias identidades entre os cadernos de recados dos servos e comuns do povo. Ora mulher, ora homem. Encontros inusitados com ambos. El Rey, El Safado?

Que vida. Penso agora em rasgar meus caderno e com eles minha identidade nas trocas de folhas comunitárias. Ora, pois já não se tinha distinção das comunitárias e individuais. A cada mensagem, a sensação da devida interceptação por todos que conheciam e sabiam da existência de minha identidade nos cadernos que circulavam a vila. Muitos são os pedidos por se coadunar e transformar aquele num mesmo caderno de recados e mensagens, um coletivo. Aos montes, como que por convites de Fulano e Sicrano. A vontade de rasgar os cadernos e voltar ao tremeluz da literatura de lamparina me tenta. Porém, não penso nisso agora. Continuo lamentando sob a noite abafada pelo quarto fechado a ausência de um contato virtual com o resto do mundo.

(Joaseiro.com/jotamatias.com)





Historiadores da Educação realizam evento em Barbalha

29 05 2008
 
“Vitrais da memória: lugares, imagens e práticas culturais” será o tema do VII Encontro Cearense de Historiadores da Educação, a ser realizado de 27 a 31 de maio, no Centro Histórico de Barbalha. 

Com enfoque na história cultural, o encontro culminará com os festejos da festa popular de Santo Antônio, que movimenta aquela cidade do Cariri até 13 de junho. A abertura dos trabalhos será às 19h do dia 27, seguindo-se palestra do Prof. Filipe Zau intitulada “‘Safaris ideológicos e falsas teorias sociais: os casos do pana-fricanismo e da negritude; do lusotropicalismo e da crioulidade”.

O convidado é doutor em Ciências da Educação, mestre em Relações Interculturais e assessor para Assuntos Educacionais do Ministério da Educação de Angola. Serão homenageados historiadores do Cariri durante a programação.

A promoção é da Universidade Federal do Ceará, Secretaria de Educação de Barbalha, Centro Pró-Memória de Barbalha, Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade do Vale do Acaraú (UVA).  O encontro conta com apoio do Ministério da Educação de Angola, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Escola de Formação Permanente do Magistério de Sobral, Sociedade Brasileira de História da Educação e Laboratório de Pesquisa Multimeios/UFC.
     
A realização é do Núcleo de História e Memória da Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFC, Grupo de Pesquisa e Estudos em História e Memória da Educação no Cariri/URCA e Grupo de Pesquisa História e Memória Social da Educação e da Cultura/UVA.

A programação completa do evento encontra-se no site: www.faced.ufc.br/eche2008

Profª Maria Juraci Maia Cavalcante

Fonte: Portal da UFC





A medíocre programação da Festa de Barbalha 2008

26 05 2008

     A Festa de Santo Antônio em Barbalha começa próximo domingo (1º de junho) com o tradicional “dia do pau”, além de já contar com a quermesse ao lado da Igreja Matriz de Santo Antônio. Porém, a expectativa das pessoas fica principalmente por conta dos shows que acontecem no Parque de Eventos da cidade, cuja medíocre programação é a que segue:

Sábado 31/05: Asa de Águia, Banda Nanaê, Os outros, Tradissamba

Domingo 01/06: Seis palcos com atrações regionais (Dia do Pau da Bandeira)

Quarta 04/06: Garota Safada, Magníficos, Mala 100 Alça e Forró Taípa

Sexta 06/06: Felipão & Banda, Arreio de Ouro, Kokitel do Forró, Cheiro Nordestino

Sábado 07/06: Chicabana, Forró Moral, Forró Lenhada e Forró do Caritó

Quinta 12/06: Biquíni Cavadão, Banda Moral, Forró Inala, Forró de Aço e Os Águias de Barbalha

     Excetuando-se as apresentações regionais do dia do pau da bandeira, a banda de pop-rock Biquíni Cavadão (quase onipresente nas festas do Cariri) e “Os Águias”, banda cover da qual é integrante o Secretário de Cultura de Barbalha, as atrações se resumem aos forrós-eletrônicos-enlatados que em nada combinam com as manifestações culturais da festividade, nem tampouco lembram a qualidade dos shows que a festa já teve em anos anteriores. Quem gosta de boa música e se recusa a entupir os ouvidos com o lixo musical dominante só tem mesmo a opção de participar no Dia do Pau da Bandeira.

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A morte de Jefferson Péres

25 05 2008

Senador Jefferson Péres (PDT-AM)

     A morte de Jefferson Péres, senador pelo PDT do Amazonas, empobrece a atual legislatura e torna políticos da sua estirpe cada vez mais raros atualmente, especialmente no Congresso Nacional. No Senado Federal, são poucos os que restam (Cristóvam Buarque, Eduardo Suplicy, Pedro Simon…). A despeito de todas as suas qualidades, a mesquinhez e o temor dos colegas senadores nunca o deixou assumir, por exemplo, a presidência do Conselho de Ética daquela casa, cargo do qual seria o maior merecedor.

     O caráter abrupto da sua passagem também gera para todos uma reflexão e uma inquietação, quando percebemos a nossa frágil condição. No dia do seu infarto, nada prenunciaria o que poderia acontecer. Péres levantou às 5h da manhã, como era seu costume, falou com a esposa, tomou banho, fez a barba e tomou café-da-manhã. Em seguida, infartou. Mesmo com atendimento médico menos de quinze minutos após o acontecido, nada pôde ser feito.

     O Senador dizia que não iria mais se candidatar. No máximo, talvez fosse vereador em Manaus. Queria descansar e se dedicar mais a sua família e à cidade. Não deu tempo.

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Cariri sedia Encontro Regional dos Estudantes de Direito

24 05 2008

     Ocorre no Crato desde o dia 21 e vai até o amanhã, dia 25, o XXI Encontro Regional dos Estudantes de Direito e Encontro Regional das Assessorias Jurídicas Universitárias (ERED/ERAJU). O evento, que acontece na Escola Agrotécnica Federal, tem como tema: “20 anos de Constituição. Parabéns! Por quê?”. Na programação, constam apresentações de trabalhos científicos, palestras, debates, minicursos e painéis, além de apresentações culturais.

     Como destaque do evento, o ex-deputado constituinte Plínio de Arruda Sampaio e o professor da Unifor Fernando Castelo Branco debaterão  amanhã o tema principal do encontro.

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Show no Crato

23 05 2008

A banda Night Life se apresenta hoje (23) à noite, na cidade do Crato. O show de pop-rock será no Café Estação, na praça ao lado do Centro Cultural do Araripe.

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Corte do pau ocorre sem farra

23 05 2008

     Conforme comentamos aqui, o corte do Pau da Bandeira de Santo Antônio em Barbalha, ocorreu na última quarta-feira, dia 21, com a fiscalização do Instituto Chico Mendes. Por ter sido realizado num dia útil, no meio de semana, o corte contou com uma quantidade bem menor de pessoas em relação ao ano anterior. Mesmo assim, dezenas de pessoas acompanharam a retirada do angico escolhido. Dessa vez, garis acompanhavam o cortejo para recolher o lixo que fosse jogado pelas pessoas que estavam no local.

      Agora, a árvore descansará na chamada “cama do pau”, até o dia 1º e junho, quando será carregada pelas ruas de Barbalha e erguida em frente à Igreja Matriz de Santo Antônio. O episódio chega ao fim demonstrando que é possível manter as tradições culturais sem precisar agredir tanto ao meio-ambiente. Espera-se, igualmente, que o mesmo procedimento seja mantido para as mais de 30 festas (com cortes de árvores para servir de mastro a bandeiras) que também ocorrem em Barbalha. O melhor seria que a mesma árvore fosse utilizada em todas essas festividades

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Visão diferente sobre o Corpus Christi

22 05 2008

     Nada melhor neste dia, para uma cidade onde predomina a religião tradicional, que a leitura desse excerto sobre o feriado de hoje.

 

Amo este mundo. Por isso não quero ir para o céu. Nietzsche sentia o mesmo. E até sonhou com o “retorno eterno“ – voltarei sempre a este mesmo lugar, o único que conheço, das coisas materiais do cotidiano, que vão desde o café com leite e pão com manteiga, pela manhã, até a música de Bach e os céus estrelados, à noite. Isto, para não se falar nos prazeres do amor, que não podem subsistir sem o corpo. Pois precisam do encanto dos olhos que dizem: “Como é bom que você existe…“. E do olfato, que percebe desde o “brabo cheiro bom de suor e graxa“, a que Adélia Prado se refere, até o perfume de pêssego maduro que vem da flor do imperador, tão discreta, e que Guimarães Rosa declarou ser a mais querida. E os ouvidos? As serenatas (antigas), o “eu te amo“ (eterno), os poemas – são todos seres materiais, que não existem sem a física da fala. Não posso imaginar um som espiritual, embora se diga que os querubins tocam harpas e cantam. Sons precisam de bumbos, trombones, violinos, dedos, sopro, corpo: são coisas físicas, corpóreas. E fico preocupado com o destino de Bach e Beethoven, espíritos nos céus, para sempre separados dos bons instrumentos da terra onde tocaram a sua música.

Por isso me alegrei com esta festa de nome latino, Corpus Christi, em que a cristandade comemora, teimosa e inconsciente, o corpo de Cristo. Fosse a celebração da sua alma, confesso que fugiria. Almas do outro mundo, boas ou más, são assombrações que causam medo. Sei que há um dia que as celebra, o dia de “todas as almas“, também chamado de dia de todos os santos, logo antes de finados. O que combina muito bem. A alma começa quando o corpo termina. Parece que acreditavam que as almas vagavam, penadas, por este mundo (dia das bruxas!), sofrendo e assombrando os vivos – que, neste dia, faziam orações por sua eterna salvação nos céus, deixando livre a terra para as coisas materiais e boas que nela moram. Mas este dia, Corpus Christi, a se acreditar na tradição, diz que Deus, cansado de ser espírito, descobriu que o bom mesmo era ter corpo, e até se encarnou, segundo o testemunho do apóstolo. Preferiu nascer como corpo, a despeito de todos os riscos, inclusive o de morrer. Porque as alegrias compensavam. E nasceu, declarando que o corpo está eternamente destinado a uma dignidade divina. Curioso que os homens prefiram os céus, quando Deus prefere a terra. Lembro-me do espanto do chefe índio que escrevia ao presidente dos Estados Unidos e dizia não poder compreender as razões que levavam os brancos a desejar, depois de mortos, ir morar num lugar muito longe da terra. Nós, ele dizia, precisamos do perfume dos pinheiros, do barulho da água, dos riachos, do cintilar da luz sobre a superfície dos lagos. Corpus Christi: divino é o pão e toda a terra onde cresceu, com a água que o fez germinar, e o vento que o acariciou, e o fogo que o cozeu. Divino é o vinho, alegria pura que dá asas ao corpo e o faz flutuar. Coisas do corpo: dentro dele cabe o universo. Não é à-toa que a tradição fala não em imortalidade da alma mas em ressurreição do corpo. Afirmação de que a vida é bela e o divino se encontra nas coisas materiais mais simples. Como dizia Blake: “Ver a eternidade num grão de areia“. Ou Fernando Pessoa: “Toda matéria é espírito“. E assim, como e bebo as coisas deste mundo, corpo de Deus…

Rubem Alves





Combate ao tráfico de seres humanos em Juazeiro

21 05 2008

     O Diário do Nordeste, na sua edição de ontem, destaca a inauguração do Posto de Prevenção e Combate ao Tráfico de Seres Humanos no Aeroporto Orlando Bezerra, em Juazeiro do Norte. Segundo a reportagem, dentre os crimes que geraram a demanda da instalação do posto na cidade, está a exploração sexual de crianças de adolescentes.

     O jornal cita ainda que, confome um assessor da Secretaria de Justiça do Estado, no mês de abril foram fechadas três boates e casas de prostituição na região do Cariri: a “Boate das Loiras” e a “Boate Degrau” em Juazeiro, e a “Casa do Pagode” em Crato.

     Para ler a reportagem completa, clique aqui.

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A vaga e a vaga de Zelia Gattai

20 05 2008

A morte não é previsível ou imprevisível, e mesmo quando a pessoa atinge uma certa idade é sempre uma surpresa. Isso se aplica à Zelia Gattai, que morreu no sábado, às 4 e meia da tarde. Ela estava no estágio que os médicos identificam como “terminal”, mas a Academia foi apanhada de surpresa. Além de queridíssima, Zelia Gattai tinha aspectos curiosíssimos de vida. Começou a escrever aos 63 anos, e aí não parou mais, até os 91 registrados anteontem. O que muitos chegaram a chamar de “contaminação” com Jorge Amado, com quem foi casada por 56 anos.

Mas essa tese não se sustenta com segurança, pois conheceu Jorge Amado no famoso Congresso de Escritores de São Paulo, em 1945, organizado pelo Partido Comunista, que reconquistava a Liberdade e a Legalidade. A partir daí, Zelia e Jorge não se separaram jamais, assim como esse Congresso não se separou da história brasileira.

A tristeza e o lamento pela morte de uma acadêmica e amiga queridíssima permanece, mas a Academia e a vida literária seguem seu curso. E é preciso escolher seu substituto. Além do mais, fato pouco conhecido ou registrado, nos 110 anos de existência da Academia, é a primeira vez que não há vaga em 2 anos e 1 mês. Com isso, os candidatos represados durante tanto tempo apareceram, mesmo num sábado para domingo. Já são vários os candidatos que trocaram telefonemas com acadêmicos, telegrama oficial se lançado candidato, só a partir de hoje a Academia estipula 48 horas para essa comunicação.

O primeiro candidato que se lançou sem haver vaga, quebrando uma tradicão da Academia, foi o embaixador Geraldo Holanda Cavalcanti, numa carta a todos os acadêmicos, revelando que reivindicaria a próxima vaga. Isso queimou seus navios, pois naturalmente todos os acadêmicos dizem para si mesmo: “Ele quer a minha vaga”. Quem falou abertamente muito antes da morte de Zelia foi o Millor, numa entrevista que só saiu ontem. A repórter perguntou se aceitaria entrar na Academia, respondeu: “Só se for na cadeira 38″. (Essa cadeira é ocupada por José Sarney, que o Millor critica há 30 anos).

Como faço habitualmente, depois de conversar com um terço dos acadêmicos e com minhas próprias intuição e informação, chego às seguintes conclusões.

1 – O candidato mais forte e de credenciais irrefutáveis é o escritor Afonso Romano de Santana. Já deveria estar na Academia. Eduardo Portela teria a grandeza de não vetá-lo, apesar do episódio histórico.

2 - Ziraldo, fortíssimo, era difícil de derrotar. Só ele poderia obter isso, o que conseguiu num fato inexplicável. Todos lamentavam não poder votar nele.

3 - Luiz Paulo Horta, credenciado, respeitado e muito falado.

4 - O presidente do PEN Clube, Claudio Leal, muito lembrado, pois vários acadêmicos vieram de lá.

5 – Como a vaga aberta ocorre com a morte de uma mulher, muitos defendem a eleição de outra mulher. A mais citada: Maria Beltrão, por todos os títulos e que já teve duas vezes 16 votos, não se elegendo por acidentes de percuso.

6 - Vilma Guimarães Rosa e Rosiska Darcy de Oliveira têm poucos votos cativos.

7 – Num domingo em que muita gente está fora, acho que não deixei ninguém de fora. A não ser que surja um nome que sempre recusou a honraria.

PS - Apenas duas hipóteses para reforçar essa idéia: se Oscar Niemeyer e o Veríssimo (que já recusaram a vaga várias vezes) decidissem se candidatar. Como isso não acontecerá, fica apenas como uma vaga idéia.

Hélio Fernandes

Fonte: Tribuna da Imprensa





Entre gênios

18 05 2008

     Figures on the Beach - Pablo Picasso

 

     Certa vez, o pintor Picasso mostrou um de seus quadros ao escultor Auguste Rodin e perguntou: “Você gosta? Ainda não o assinei, pois queria primeiro a sua opinião”. Rodin pegou o quadro, olhou-o, inverteu a sua posição, girou-o diante da vista e, por fim, disse, em tom firme e convicto: “Você deve assinar. Fica-se, pelo menos, sabendo a posição que se deve pendurar”.

Fonte: Coluna “É…”, Neno Cavalcante

 





Ceará tem 29 municípios sem bibliotecas

18 05 2008

     As deficiências na educação são um dos maiores demonstrativos da falta de desenvolvimento de um lugar. O Brasil possui mais de 600 municípios sem bibliotecas. Destes, 405 ficam na região Nordeste (29 no Ceará) e apenas 2 na região Sudeste. Esses números foram apresentados por Auto Filho, Secretário de Cultura do Estado do Ceará, ao participar de entrevista coletiva ao lado de Gilberto Gil, Ministro da Cultura, quando da sua passagem por Fortaleza. O Secretário afirmou que pretende zerar esse vergonhoso número do Estado do Ceará até o fim da sua gestão.

     Já Gilberto Gil se comprometeu a instalar, em cada uma das 184 cidades cearenses, um Ponto de Cultura. Esse programa, tido como um carro-chefe do Ministério, apesar de já funcionar com grande desenvoltura em outras regiões do país, ainda não deslanchou aqui no Ceará.

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Grande coisa!

18 05 2008

     Uma propaganda televisada da Coca-Cola anuncia, pretensiosa, que durante uma semana parte dos lucros da empresa será investida em projetos de responsabilidade social, como a preservação do meio-ambiente, por exemplo. Francamente, para quem tem uma história de décadas contribuindo para a exploração econômica e social e patrocinando grandes atrocidades contra a humanidade… é ridículo querer passar uma imagem de empresa com responsabilidade social.

     Os meios publicitários estão repletos de anúncios semelhantes, em que o objetivo principal não é a propagação da solidariedade e dos bons valores, mas somente a promoção da marca, associando-a com uma boa ação. Nada mais que apelos para perpetuar e aumentar o consumo dos produtos.

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Procura-se uma Companhia Aérea para Juazeiro

17 05 2008

     Com a saída da Oceain Air, o Aeroporto Orlando Bezerra, de Juazeiro do Norte, ficou com apenas dois vôos diários: o da tarde, recém-inaugurado, para Recife, e o da madrugada, para Fortaleza. Para suprir o vácuo dos 4 vôos diários que não mais existem, a Secretaria de Turismo do Estado do Ceará está tentando trazer uma nova companhia aérea para operar no aeroporto. Segundo o Secretário, Bismarck Maia, essa nova companhia poderia ser a TAF, e ele espera que haja vários vôos diários ligando o Cariri à Capital do Estado, em horários mais convenientes.

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Justiça acaba com a “Farra do Pau” em Barbalha

17 05 2008

Pau da Bandeira  

     A tradicional festa de Santo Antônio em Barbalha, mormente sua atração principal, o carregamento do pau da bandeira, vem se envolvendo em uma polêmica nos últimos anos. Os órgãos de defesa do meio-ambiente alegam que a derrubada anual de uma árvore estaria causando um grande prejuízo à natureza. Inicialmente, chegou-se a pedir que o mesmo mastro fosse utilizado todos os anos e que se acabasse com o corte das árvores, que se situam numa área de proteção ambiental (APA da Floresta do Araripe).

     Do outro lado, os organizadores da festa alegam que o corte do pau e seu carregamento constitui uma tradição de mais de 200 anos, e que deve continuar a acontencer. Ele ocorre cerca de uma semana antes do chamado “Dia do Pau”, que abre a Festa de Santo Antônio. No entanto, ultimamente a própria cerimônia do corte (realizada em uma dia de domingo) transformou-se em outro dia de festa tradicional. Muita gente comparece nesse dia e adentra à floresta, faz-se festa, tomam-se bebidas alcóolicas, etc.

     Agora, uma promotora de justiça, a prefeitura de Barbalha e o Instituto Chico Mendes elaboraram Termo de Conduta, no qual há um comprometimento de que o corte será realizado próximo dia 21, um dia útil, o que esvaziará o caráter festivo que o momento vinha tendo. Além disso, uma equipe da APA-Araripe acompanhará a derrubada, que deverá contar com um número mínimo de pessoas. Espera-se, com essas medidas, que os danos causados sejam ao menos parcialmente reduzidos.

     Vale ressaltar que em Barbalha, assim como nos municípios vizinhos da região do Cariri, a Festa de Santo Antônio, embora seja a mais famosa (conhecida nacionalmente), não é a única a contar com uma cerimônia de hasteamento de um pau da bandeira. Praticamente todas as comunidades, sítios e distritos realizam festividade semelhante quando da comemoração dos seus respectivos padroeiros e se utilizam do mesmo expediente, sacrificando todos os anos uma árvore (geralmente o angico).

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Ministério da Saúde doa equipamento diagnóstico do HIV para Juazeiro do Norte

17 05 2008

     A Secretaria de Saúde de Juazeiro anunciou, semana passada, que o município está ganhando um aparelho de citometria de fluxo, que permitirá realizar dois exames essenciais aos pacientes portadores do vírus HIV: a contagem de linfócitos T-CD4 e a carga viral. Ambos são muito importantes, tanto para o diagnóstico para como o acompanhamento da terapia desses pacientes. Hoje, quando esses exames são necessários, o sangue do paciente é enviado à cidade de Fortaleza para a realização da análise. O equipamento, doado pelo Ministério da Saúde, ficará no Laboratório Central (LACEN) e servirá a diversos municípios do Ceará e de Pernambuco.

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Mais comédia

16 05 2008

     Hoje (16) e amanhã (17) o Centro Cultural do Banco do Nordeste apresenta o espetáculo “Oh! Terrinha Boa!”. A comédia, da Companhia Arco-Íris de Teatro, apresenta a história de uma família que parte para São Paulo em busca de melhores condições de vida e enfrenta diversos problemas ao encontrar a realidade da cidade grande. A peça começa às 19h.

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Novos empreendimentos em Juazeiro

16 05 2008

     A AllStar instalará uma fábrica sua em Juazeiro do Norte. Esse novo empreedimento reforçará o setor calçadista da cidade, considerada um pólo importante na confecção e comercialização de calçados. A estimativa é de que se gerem 200 novos empregos.

     Já no ramo de supermercados, o Carrefour manifesta o interesse de instalar uma filial na cidade e, inclusive, já solicitou à prefeitura municipal a doação de um terreno para viabilizar sua intenção. Igualmente, especula-se que outra grande rede de supermercardos também venha a fazer o mesmo.

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O Império das Bandas de Forró

15 05 2008

TEM RAPARIGA AÍ? – O Império das Bandas de Forró


Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!”. A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são “gaia”, “cabaré”, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de “forró”, e Ariano exclamou: “Eita que é pior do que eu pensava”. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta “desculhambação” não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de “forró”, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina “forró estilizado” continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem “rapariga na platéia”, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é “É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!”, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

José Flávio Vieira, Médico e Escritor

Fonte: Artigo Publicado no Blog do Crato





Mostra Cultural do Cariri no Rio de Janeiro

15 05 2008

     A exposição “O Cariri é Aqui”, da Associação dos Artesãos do Padre Cícero, de Juazeiro do Norte, foi aberta no dia 24 de abril e ficará aberta a visitação até o dia 23 de maio, no Espaço Furnas Cultural, localizado na Rual Real Grandeza, 219 – Botafogo – Rio de Janeiro.

     Estão sendo apresentadas dezenas de esculturas em madeira e cerâmica, divididas em três áreas: a floresta encantada (com os seres míticos que povoam o imaginário popular); o povo do Cariri (com as representações dos costumes dos habitantes desta região); e a força da fé (com obras que reportam à religiosidade dos fiéis de Juazeiro). Nomes consagrados da arte popular brasileira como Mestre Graciano Ferreira, Mestra Maria de Lourdes Cândido, Mestra Ciça e Mestre Chico da Zabumba estarão presentes na mostra.

     Todos os trabalhos da exposição “O Cariri é Aqui” são únicos e expressam com nitidez a total liberdade que seus criadores possuem pada dar formas às suas percepções, refletindo de maneira sincera a realidade que os cercam. Essa inédita mostra é resultado do apanhado de Marcos Antônio Teobaldo, curador da mostra que fotografou e filmou a rotina dos artistas da Associação de Artesãos do Padre Cícero, levando um pouco desse caldeirão cultural que é o Cariri.

Fonte: Folha de Juazeiro (adaptado)





Juazeiro sedia Encontro de Comércio Exterior

15 05 2008

    Juazeiro do Norte sedia nesta quinta-feira, no auditório o SEBRAE, o 125º Encomex – Encontros de Comércio Exterior, que é uma promoção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O objetivo é incetivar as micro, pequenas e médias empresas locais a exportarem seus produtos.

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Avança projeto de ampliação da licença-maternidade

15 05 2008

     O Projeto de Lei que dá incentivos fiscais para as empresas que prolongarem a licença-maternidade por mais 60 dias (além dos 120 obrigatórios atualmente) foi aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Família e Seguridade Social da Câmara dos Deputados. Antes de ser aprovado em definitivo, o projeto ainda deve passar pela Comissão de Finanças e pela Comissão de Constituição e Justiça.

     A idealização do projeto, que foi apresentado pela senadora Patrícia Saboya (CE), é da Sociedade Brasileira de Pediatria. Sua aprovação é de extrema importância para a saúde das crianças brasileiras, já que o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo pelo período de 6 meses. Os benefícios dessa alimentação são inquestionáveis: nutrição adequada das crianças, prevenção de doenças, criação de um vínculo psicoafetivo entre a mãe a criança, dentre muitos outros.

     Atualmente, com a volta ao trabalho em apenas 4 meses após o parto, as mães brasileiras não podem cumprir o período preconizado para o aleitamento materno exclusivo, o que força a introdução precoce e inadequada de novos alimentos.

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Quadrinhos

13 05 2008

 

Fonte: Diário do Nordeste





Juazeiro ganha e perde vôos

13 05 2008

     O Aeroporto Regional do Cariri não contará mais com a OceanAir. Por questões inerentes à empresa, alguns dos seus vôos pelo Brasil tiveram de ser cancelados, dentre eles, os do Cariri. No entanto, ainda existe a possibilidade de ela voltar a operar, já que algumas lideranças empresariais de Juazeiro começam a se mobilizar com vistas a manter os vôos. Com a saída da OceanAir, apenas a Gol continua operando no Aeroporto Orlando Bezerra.

     Em compensação, ontem começou a funcionar o vôo direto que liga Juazeiro a Recife (pela Gol). Ele sai de Recife às 14h40min e chega a Juazeiro às 15h30min, retornando às 16h e chegando novamento ao Aeroporto dos Guararapes às 16h50min.

     A verdade é que enquanto as reformas necessárias para melhorar o nosso aeroporto não forem implementadas, o Cariri ainda ficará sem uma quantidade adequada de vôos para sua interligação com as outras regiões do país.

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Faculdade de Medicina da UFC faz 60 anos

13 05 2008

     S�mbolo da Faculdade de Medicina da UFC

     Esta semana é marcada pela comemoração do sexagenário da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, cuja data de fundação oficial é 12 de maio de 1948. A instituição, mais antiga de Medicina no estado do Ceará (que tem hoje sete cursos funcionando), já formou mais de seis mil médicos ao longo da sua história. Atualmente, a Faculdade de Medicina possui 3 cursos (Fortaleza, Sobral e Cariri), formando 230 médicos por ano.

     Outro aniversário importante é o da Faculdade de Agronomia, que completou 90 anos. Ambas, Medicina e Agronomia, são mais antigas que a própria Universidade, tendo sido incorporadas à sua estrutura posteriormente.

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