Ricardo é vítima de amiotrofia espinhal – uma doença que causa atrofia da medula espinhal e fraqueza muscular – e mora num sítio em Várzea Alegre (CE), cujo acesso é feito apenas por estrada de terra. Devido às dificuldades para freqüentar aulas, ele foi alfabetizado em casa pela mãe, Francisca Antônia da Conceição, e só pôde começar a ir à escola com 17 anos.
Atualmente, com 19 anos, Ricardo freqüenta a sétima série do Ensino Fundamental na escola municipal Joaquim Alves de Oliveira, e os professores levam as atividades até sua casa. Para que ele faça as provas, o pai, Joaquim Oliveira da Silva, precisa carregá-lo num carrinho de mão até a escola, uma vez que as estradas de terra não permitem locomoção por cadeira de rodas.
Na a maior parte do tempo, Ricardo estuda e faz os exercícios sentado no chão de casa. ´é aluno especial e, por isso, recebe tratamento diferenciado´, afirma a diretora da escola, Erileuza Gomes Jerônimo.
A família de Ricardo é mantida pela plantação de arroz, feijão e milho, bem como por R$ 100 provenientes da Bolsa de Iniciação Científica em razão das Olimpíadas de Matemática e R$ 76,00 do programa Bolsa Família.
O estudante, que pretende cursar matemática ou computação, foi aplaudido de pé pela platéia do Teatro Municipal do Rio de Janeiro quando recebeu a segunda medalha de ouro das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem da CAS está prevista para as 11 horas e será realizada no plenário da comissão, na sala 9 da Ala Alexandre Costa.
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