Na Avenida Leão Sampaio, que liga Juazeiro a Barbalha, foi aberto um retorno próximo a uma concessionária da Ford, um pouco antes da chegada aos canaviais barbalhenses. Até aí tudo bem: a avenida possui vários quilômetros sem um único retorno. Mais deles precisam ser abertos.
O problema é que junto ao referido retorno, foram instalados dois redutores de velocidade (de fila dupla), de cada lado da pista, o que obriga os veículos, tanto na ida quanto na volta, a irem de uma velocidade de cerca de 60km/h para menos de 10km/h. Pra quem é obrigado a passar no período da noite naquele trecho, tamanha redução se torna extremamente perigosa, pois pode facilitar a ação de assaltantes.
O ideal era que houvesse um estudo para o retorno fosse instalado onde fosse possível fazer também um acostamento, para facilitar a manobra de quem quer tomar a pista em sentido contrário. Porém, opta-se por utilizar esses onipresentes redutores.
Um conjunto dessas pedrinhas luminosas em todas as ruas do mundo: esse deve ser o sonho dos nossos gestores de trânsito. Considerado por muitos que se dizem ‘especialistas’ em trânsito como algo moderno (sob a alegativa de que funciona melhor do que as lombadas e que os fotossensores), na verdade todas estas medidas pra reduzir a velocidade são um atestado do quanto somos atrasados nesse aspecto. Motoristas que precisam desses artifícios para andarem na velocidade permitida não podem ser bons motoristas.
‘Moderna’ e eficaz é a educação no trânsito, de condutores e pedestres, desde a infância. ‘Modernas’ são Natal e João Pessoa, pra ficar em exemplos mais próximos, onde uma faixa de pedestres ou mesmo um simples acenar com mão faz os motoristas reduzirem a velocidade e respeitarem o pedestre. O Cariri e seus inúmeros fotossensores, lombadas e redutores de velocidade e sua deseducação no trânsito estão muito, muito atrasados…
Joaseiro.com


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