
A morte de Jefferson Péres, senador pelo PDT do Amazonas, empobrece a atual legislatura e torna políticos da sua estirpe cada vez mais raros atualmente, especialmente no Congresso Nacional. No Senado Federal, são poucos os que restam (Cristóvam Buarque, Eduardo Suplicy, Pedro Simon…). A despeito de todas as suas qualidades, a mesquinhez e o temor dos colegas senadores nunca o deixou assumir, por exemplo, a presidência do Conselho de Ética daquela casa, cargo do qual seria o maior merecedor.
O caráter abrupto da sua passagem também gera para todos uma reflexão e uma inquietação, quando percebemos a nossa frágil condição. No dia do seu infarto, nada prenunciaria o que poderia acontecer. Péres levantou às 5h da manhã, como era seu costume, falou com a esposa, tomou banho, fez a barba e tomou café-da-manhã. Em seguida, infartou. Mesmo com atendimento médico menos de quinze minutos após o acontecido, nada pôde ser feito.
O Senador dizia que não iria mais se candidatar. No máximo, talvez fosse vereador em Manaus. Queria descansar e se dedicar mais a sua família e à cidade. Não deu tempo.
Joaseiro.com
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