Multidão para emitir documentos

29 07 2008

     A foto acima é do Caminhão do Cid (ops, é a sombra do poste!) Caminhão do Cidadão, instalado de tempos em tempos pelo Governo do Estado na Praça dos Ourives para emitir carteiras de identidade dos juazeirenses.

      Até quando uma cidade do porte de Juazeiro, com mais de 250 mil habitantes, vai depender desse tipo de ‘remendo’? Por que não um lugar para emitir de forma permanente essas documentações?

P.S.: Na foto do caminhão, o personagem mais à direita é o mesmo modelo que faz um médico que está nos out-doors do Hospital Regional do Cariri. Ou seja, quem vê já pensa logo em enrolação…

Joaseiro.com





Congresso de Educação do Cariri

29 07 2008

      Começa amanhã e vai até sexta-feira o Congresso de Educação do Cariri, com o lema “Revendo práticas, vivendo emoções e resgatando valores na educação”. Nos três dias do evento, os pais, psicólogos, estudantes e profissionais da educação debaterão assuntos relacionados ao ensino, mediante palestras, oficinas e minicursos. O destaque do evento é a presença do famoso psiquiatra Içami Tiba, autor de diversos livros sobre educação, que irá falar sobre o tema: “Formando cidadãos éticos”. A organização espera a presença de cerca de 2000 participantes. Mais informações através do site do Congresso.

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Trecho do artigo “As atitudes que destroem o rádio”

29 07 2008
     Beto Fernandes, do Blog do Juazeiro, comentou postagem nossa sobre as rádios da cidade e sugeriu a leitura do seguinte artigo, reproduzido aqui em partes e que pode ser lido em seu site, na íntegra, clicando aqui.

As atitudes que destroem o rádio

[...] Nosso povo precisa urgentemente se inteirar do quem vem sendo feito no rádio cearense e lutar pela mudança, pois os problemas que vêm acontecendo são resultantes de um processo de sucateamento e abandono pelos que se dizem proprietários deste meio de comunicação e não investem na conquista de um novo público, não incentivam à inovação e insistem em afastar o ouvinte das rádios, cassando-lhes o direito de dizer o que pensam, de discutir as programações, e de ter participação nos programas para externar suas opiniões e dizer o que pensam dos diversos assuntos da vida social.

A situação em que se encontra o rádio cearense hoje é problemática, pois vemos que há um propósito deliberado de manter este meio de comunicação afastado dos interesses da sociedade e promover uma programação que muitas vezes é completamente alheia ao que o povo quer e deseja do rádio. Nos áureos tempos, o rádio contribuiu para o fortalecimento da democracia e para o fim dos regimes ditatoriais que fizeram parte de nossa história. O rádio tinha a coragem de dizer, de protestar e de lutar contra o regime político que promoveu atraso, dor e constrangimento a tantas pessoas.
Hoje, a situação é diferente. A ditadura imposta é a ditadura do dinheiro e do poder político, que faz com que muitos radialistas utilizem o meio radiofônico para promover aqueles que dominam o regime com suas regras do tipo “toma lá, dá cá” e do estilo “vence na vida quem diz sim”. Temos muitos radialistas que hoje estão muito bem de vida graças às suas relações com os poderosos da política e do empresariado de nossa terra. [...]
A maioria de nossas rádios é controlada por políticos ou pessoas a eles ligados e a comunicação vira uma mensagem de fortalecimento do poder dos ricos em detrimento da maioria do povo. [...]
Outro problema é a prática nefasta do arrendamento de horário, que faz com que muitos radialistas que são profissionais e não se ajustam aos mecanismos de poder fiquem fora do rádio por não poderem cumprir com as exigências dos preços exorbitantes dos horários de programas. [...] 
Os grupos que regulamentam a comunicação (Anatel, Ministério das Comunicações, Ministério Público, Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais, governos etc.) precisam fiscalizar as práticas de concessão de emissoras e verificar os verdadeiros donos das rádios, para que estas sejam realmente concessões públicas e satisfaçam os interesses realmente populares. É urgente que se abram espaços para discutir as programações de rádio e fazer com que a voz dos que ouvem rádio sejam ouvidas, pois as queixas são muitas e os canais de discussão estão cada vez mais fechados.
É preciso repensar o modo como o rádio vem sendo feito em nossa terra. Os ouvintes têm se organizado para tal, pois com a criação da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará várias mudanças têm ocorrido, mas há muito ainda para se fazer para fortalecer o papel do rádio na consolidação de uma sociedade efetivamente justa e igualitária. Não podemos aceitar a poluição vinda de locutores que, muitas vezes, não sabem o mal que estão causando, porém colocam seus interesses econômicos em lugar da busca por um mundo melhor para todos.
 
Francisco Djacyr Silva de Souza
Vice-Presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará – Aouvir/CE