Beto Fernandes, do Blog do Juazeiro, comentou postagem nossa sobre as rádios da cidade e sugeriu a leitura do seguinte artigo, reproduzido aqui em partes e que pode ser lido em seu site, na íntegra, clicando aqui.
As atitudes que destroem o rádio
[...] Nosso povo precisa urgentemente se inteirar do quem vem sendo feito no rádio cearense e lutar pela mudança, pois os problemas que vêm acontecendo são resultantes de um processo de sucateamento e abandono pelos que se dizem proprietários deste meio de comunicação e não investem na conquista de um novo público, não incentivam à inovação e insistem em afastar o ouvinte das rádios, cassando-lhes o direito de dizer o que pensam, de discutir as programações, e de ter participação nos programas para externar suas opiniões e dizer o que pensam dos diversos assuntos da vida social.
A situação em que se encontra o rádio cearense hoje é problemática, pois vemos que há um propósito deliberado de manter este meio de comunicação afastado dos interesses da sociedade e promover uma programação que muitas vezes é completamente alheia ao que o povo quer e deseja do rádio. Nos áureos tempos, o rádio contribuiu para o fortalecimento da democracia e para o fim dos regimes ditatoriais que fizeram parte de nossa história. O rádio tinha a coragem de dizer, de protestar e de lutar contra o regime político que promoveu atraso, dor e constrangimento a tantas pessoas.
Hoje, a situação é diferente. A ditadura imposta é a ditadura do dinheiro e do poder político, que faz com que muitos radialistas utilizem o meio radiofônico para promover aqueles que dominam o regime com suas regras do tipo “toma lá, dá cá” e do estilo “vence na vida quem diz sim”. Temos muitos radialistas que hoje estão muito bem de vida graças às suas relações com os poderosos da política e do empresariado de nossa terra. [...]
A maioria de nossas rádios é controlada por políticos ou pessoas a eles ligados e a comunicação vira uma mensagem de fortalecimento do poder dos ricos em detrimento da maioria do povo. [...]
Outro problema é a prática nefasta do arrendamento de horário, que faz com que muitos radialistas que são profissionais e não se ajustam aos mecanismos de poder fiquem fora do rádio por não poderem cumprir com as exigências dos preços exorbitantes dos horários de programas. [...]
Os grupos que regulamentam a comunicação (Anatel, Ministério das Comunicações, Ministério Público, Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais, governos etc.) precisam fiscalizar as práticas de concessão de emissoras e verificar os verdadeiros donos das rádios, para que estas sejam realmente concessões públicas e satisfaçam os interesses realmente populares. É urgente que se abram espaços para discutir as programações de rádio e fazer com que a voz dos que ouvem rádio sejam ouvidas, pois as queixas são muitas e os canais de discussão estão cada vez mais fechados.
É preciso repensar o modo como o rádio vem sendo feito em nossa terra. Os ouvintes têm se organizado para tal, pois com a criação da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará várias mudanças têm ocorrido, mas há muito ainda para se fazer para fortalecer o papel do rádio na consolidação de uma sociedade efetivamente justa e igualitária. Não podemos aceitar a poluição vinda de locutores que, muitas vezes, não sabem o mal que estão causando, porém colocam seus interesses econômicos em lugar da busca por um mundo melhor para todos.
Francisco Djacyr Silva de Souza
Vice-Presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará – Aouvir/CE
Fonte: Blog do Juazeiro
nao existe esse negocio de forro pe de serra, encima da serra ,forro e forro com F MAIUSCULO o vedadeiro forro nunca deixara de axistir