Todos sabem de uma das lendas que povoa as mentes mais férteis do jornalismo brasileiro: o mito da imparcialidade. As redes de televisão mais sacanas da história do Brasil sempre se utilizaram da suposta conduta imparcial para repassar com mais facilidade e comodidade seus conceitos, opiniões e posicionamentos na história do Brasil e do mundo. Exemplos são os mais variados, e a princesinha Rede Globo diariamente põe o William Bonner careteando nas notícias sobre o governo federal, dizendo aqui e ali o que é certo ou errado, tudo acompanhado pelo Jabor que pega os espectadores desprevenidos com frases imperativas e sarcásticas, de modo que haja certeza absoluta naqueles que repassam o conteúdo de que a opinião estará presente lá, escondidinha ou não, custe o que custar . Tudo milimetricamente calculado para a notícia parcial ocultada pelo bordado véu de seda da imparcialidade seja o “espetáculo da notícia”, como aliás sugere o programa Fantástico e de que trata José Arbex Júnior em seu livro não por menos intitulado “Showrnalismo – a notícia como espetáculo” (Editora Casa Amarela, 2001).
Como recentemente tivemos o privilégio (ou não) de uma rede de televisão nos limites do vale verde que nos cerca, aqui vai nossa proposta para as próximas eleições municipais: um debate político, embora “imparcial”, ao menos mais divertido, conforme sugere o vídeo abaixo.
Joaseiro.com
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