Descompassados símbolos sonoros

28 08 2008

Por Franzé Matos

Descompassados símbolos sonoros,
Embevecidos de paradoxos não inteligíveis,
Provenientes desde os primeiros movimentos,
Recrudescem intermitentes, em todo esmo momento,
Fazendo vibrar películas sonoras,
Contendo as informações,
De todas as não-inanições,
Que o cosmos produziu,
Nestas ondas paradoxais,
Em que opostas forças se degladiamam,
Trazendo em seu cerne as contradições do seu existir,
Uníssonos e ruídos produzem a história,
E rememoram as sutis memórias,
De tempos imemoriais,
O som se assemelha ao homem,
Incompreensíveis estabilidades oxímiricas,
Vibram e se modificam nas relações,
Compassadas por dinâmicas emoções,
Criando complexas ressonâncias,
E transformando provocativas dissonâncias,
Em infinitas metamorfoses de si.

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