Como falamos, a campanha eleitoral começou com muita parcimônia: os candidatos se apresentavam, mostravam a família, falavam de sua profissão, do seu passado, etc. Bastou sair a primeira pesquisa eleitoral para que começassem a bater uns nos outros.
Gorete Pereira (PR) usa a velha estratégia de tentar conquistar o voto feminino, elogiar as mulheres, sua sensibilidade, capacidade, etc. Por outro lado, seu vice Giovanni Sampaio anda criticando a torto e a direito o candidato Salviano e suas gestões anteriores.
Carlos Cruz (PP) não apresenta propostas. Mantém-se com a estratégia de dizer que “Juazeiro é onze” dez mil vezes ao longo do programa. Critica ferozmente Santana por ele estar ao lado de Raimundo Macêdo e ainda diz que ele (CC) é a verdadeira mudança (chega a ser cômico). Pra completar, aquela apresentadora (Fabiana Moreira) a cada dia fica mais ridícula; sua mensagem sobre a merenda escolar semana passada parecia um funeral.
Salviano (PSDB) traz as figuras nacionais de relevância do seu partido e seus amigos do Congresso Nacional para pedir votos. Quer mostrar que tem propostas, mas promete tanto, tanta coisa, que acaba caindo no descrédito (chega a prometer que vai fazer um estacionamento subterrâneo na Praça Padre Cícero). Assim como Carlos Cruz, ele não poupa Santana de críticas e quer, por meio delas, diminuir a popularidade do seu principal concorrente.
Santana (PT) deve pensar “estou no topo, não preciso me envolver”. Até o momento, ele silenciou às críticas de seus opositores. Deve querer observar se vai ter alguma queda nas pesquisas, e aí então partir para uma postura mais agressiva. Não apresenta propostas muito objetivas e também não expõe o apoio do prefeito Raimundo Macêdo. Ao invés dele, Santana passa a maior parte do tempo tentando vincular sua imagem à de Lula e à de outras figuras do PT e de aliados no Ceará. No entanto, Santana entrou na justiça pra tentar impedir que os outros candidatos falassem de sua aliança com Raimundão. Teve o pedido negado, o que foi uma decisão correta da Justiça. Afinal, se ele é apoiado pelo prefeito, a população tem o direito de saber.
Joaseiro.com
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