Pelas nossas leis, as obras públicas não podem ser nomeadas com o nome de pessoas vivas. Está certíssimo, pois só assim se evita o culto ao personalismo, tão nefasto ao serviço público. Porém, essa é mais uma das leis que não é cumprida. Senão, vejamos:
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Juazeiro, Crato e Barbalha, as três cidades possuem escolas chamadas Adauto Bezerra;
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A sede da Assembléia Legislativa do Ceará (em Fortaleza) também se chama Adauto Bezerra;
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O Estádio “O Romeirão” de Juazeiro se chama oficialmente Estádio Municipal Mauro Sampaio;
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O Centro de Zoonoses de Juazeiro, recém-inaugurado, também leva o nome do ex-prefeito Mauro Sampaio;
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A avenida que alberga a linha férrea em Juazeiro chama-se Avenida Carlos Cruz (construída na sua primeira gestão e reformada na segunda);
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A praça no início da Avenida Carlos Cruz chama-se Praça José Geraldo da Cruz. O pai de CC já é falecido. No entanto, a estátua de José Geraldo está montada em cima de um monumento com o formato de duas letras C, referência ao nome do seu filho, que reformou aquela praça na sua última administração;
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(Por falar nisso, ao que parece Carlos Cruz deve ser muito egocêntrico: sua primeira gestão tinha o slogan Compromisso Comunitário; a segunda, usava o lema Comunidade Consciente);
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A avenida onde se situa o Mercado do Pirajá chama-se Avenida Ailton Gomes;
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Estão querendo nomear o novo Centro Cirúgico do Hospital e Maternidade São Lucas de Centro Cirúrgico Alcides Muniz, secretário de saúde da gestão Raimundo Macêdo;
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O novo parque de eventos de Missão Velha, onde acontece a Vaquejada do município, se chama Parque Gidalberto Pinheiro, atual prefeito da cidade;
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Quem é dos leitores que pode citar mais algum exemplo?
Como todos sabem, Adauto Bezerra, Mauro Sampaio, Carlos Cruz, Gidalberto Pinheiro, Alcides Muniz, Ailton Gomes, todos estão vivinhos da silva e gozando as honras de terem seus nomes nas obras públicas.
Joaseiro.com
Ao ler esta postagem lembrei em Juazeiro de outra homenagem ao Cel. Adauto Bezerra. No Bairro Salgadinho, próximo a Fazenda da Senadora Alacoque Bezerra (irmã de Adauto), há uma unidade de ensino denominada “Escola de Ensino Infantil e Fundamental 2 de Julho”. Motivo, causa, circunstância? É a data de aniversário dos irmãos Adauto e Humberto.
Voltarei a comentar sobre esta questão de homenagear pessoas vivas em logradouros públicos.
Um abraço!
Conheço outros exemplos: o parque da cidade de Barbalha (Tasso Jereissati), assim como o hospital de emergência no Juazeiro (o nome do Senador tb), Município José Sarney, Avenida José Sarney, Praça José Sarney,. Biblioteca José Sarney, Farol da Educação José Sarney (e outros tantos milhares com o nome do ex-presidente no MA). Isso não é privilégio de políticos não, cito alguns escritores que tiveram seus nomes, ainda em vida, homenageados: Rachel de Queiroz, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, dentre outros.
Por que homenagear após a morte, se podemos homenagear em vida??
Não concordo é com o auto-homenageamento que fez o CC.
Acontece que as homenagens a pessoas públicas ainda em vida exercem um fascínio diferente de escritores e poetas: o oportunismo material. A chance que terá um político vivo de apontar para um viaduto que possui seu nome e dizer que aquela obra será seu cabo eleitoral mais efetivo, sólido e, sobretudo, atemporal é mais do que sintomática da política personalista em que o homem público figura como um concessor de favores, e não como representante do povo.
Margeando o quase-morto Rio Salgadinho existe a Rua Padre José Alves. Cruza com a parte inicial da Rua Padre Pedro Ribeiro.