PGR pede condenação de Fernando Collor
O ex-presidente enfrenta processo por peculato, corrupção passiva e falsidade ideológica
Brasília. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a condenação do senador licenciado Fernando Collor de Mello (PTB-AL). O ex-presidente, 16 anos depois de passar pelo impeachment, enfrenta processo por peculato (desvio ou apropriação de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade ideológica, por ações praticadas ainda durante o período em que ocupou o Palácio do Planalto, de 1990 a 1992.
Se todos os crimes forem confirmados, Fernando Collor pode pegar 25 anos de prisão. “A materialidade dos delitos está comprovada pelos depoimentos das testemunhas ouvidas durante a instrução, que confirmaram o pagamento de propina em troca de contratos com o Governo Federal e a abertura de contas fantasmas para movimentação dos recursos arrecadados”, diz o parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e da subprocuradora-geral, Cláudia Sampaio.
Outras sete pessoas são alvos do processo: Osvaldo Mero Sales, Almir Rodrigues Sales, Claudio Vieira, que era secretário particular do ex-presidente, o advogado Chucre Suaid, e os publicitários Éber Romão de Melo, Homero Pacheco Fernandes Júnior e José Heliton Farias de Vasconcelos.
O caso chegou ao STF em outubro do ano passado, após Collor ter sido eleito senador e, com isso, conquistado o direito ao foro privilegiado. O processo foi desmembrado: a parte referente aos outros investigados continuou a cargo da primeira instância. O julgamento ainda não tem data marcada.
De acordo com a denúncia, Collor e os demais réus recebiam propinas de empresários beneficiados por licitações públicas fraudulentas. O dinheiro era depositado em conta de “laranjas”, mas administradas pelos réus para pagar contas pessoais, faturas de cartões de crédito e pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais.
Fernando Collor de Mello está afastado do Senado para se dedicar à campanha do filho Fernando James (PTB), candidato a prefeito de Rio Largo (cidade vizinha a Maceió), no Estado de Alagoas.
Comentário: porque um país sem memória dá nisso.
Fonte: Diário do Nordeste, 20/09.
Joaseiro.com
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