O bingo “Cariri da Sorte” (sob o nome oficial de Centro de Terceirização de Vendas e Negócios Ltda), de propriedade de Luiz Ivan Bezerra, teve muitas edições. Como os bingos foram proibidos, ele atuava se autodenominando um “concurso de prognósticos”. Em março deste ano, pois, a Justiça Federal mandou fechá-lo, juntamente com mais quatro estabelecimentos.
Leia o que diz o site da Justiça Federal a respeito:
“A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte figura como ré no processo por ter editado a Lei Municipal nº 2762/2003, permitindo a exploração de loterias e sorteios. Tal medida é ilegal, pois a competência de legislar sobre loterias e bingos é de caráter privativo da União, portanto são inválidas as autorizações e concessões para exploração de tais atividades concedidas em lei municipal. Tendo editado tal lei, o juiz entende que o Município de Juazeiro do Norte usurpou competência privativa da União.
A proibição definitiva do funcionamento das casas de bingo no Brasil se deu quando a “Lei Pelé” (nº 9.615/98), que autorizava esses jogos em todo o território nacional, foi expressamente revogada pela Lei nº 9.981/2000. A lei de proibição entrou em vigor em 31 de dezembro de 2001 e mesmo respeitando as autorizações que já estavam concedidas, com prazo máximo de doze meses, a partir de janeiro de 2003, todos os jogos de bingo tornaram-se ilegais no Brasil”
Certamente o Cariri da Sorte se configura uma fonte de lucro muito grande, afinal, ao ser fechado pela justiça, seus donos fazem de tudo para voltar a atuar. Desta feita, como havia sido proibido, retornou sob o nome de “Kariri da Sorte”. Agora, não é mais um “concurso de prognósticos” e sim um “seguro premiável”. Na verdade, quem compra os “certificados” (pois sim, não são cartelas, são certificados), está adquirindo um seguro de vida no valor de R$ 1000,00 válido pelo enorme período de 30 dias (isso mesmo, um seguro de vida por 30 dias!). Além de ser um seguro de vida, ele supostamente premia seus beneficiários com sorteios todos os domingos.
Ora, ninguém é imbecil a ponto de acreditar que a intenção seja fazer um seguro de vida. Ninguém compra essas cartelas porque está querendo fazer um seguro de vida. Compra-se pelo jogo. E essa história de seguro é apenas uma maneira de burlar as determinações judiciais e continuar a promover o jogo que havia sido proibido.
P.S.: Se o Cariri da Sorte foi considerado ilegal, por que então o Totolec ainda continua a funcionar?
Joaseiro.com
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