Por Franzé Matos
Complexamente entorpecido ao marcar páginas em branco,
Sinto-me esvaído de qualquer tipo de razão,
E na poesia que te escrevo,
Só me aproveito do ensejo,
Para ensandecidos absurdos falar,
Absurdos com certeza,
Pois quem tenta falar sem clareza,
De problemas tão logicamente enlouquecedores,
Sofre de um mal não natural de si,
Pois os caminhos que percorri,
Já não se encerram em mim ou nas minhas ânsias voláteis,
Mas em uma infinita amálgama de preceitos,
Que buscam, cada vez mais, em si e no todo, conceitos,
Os quais me façam prosseguir num caminho sem soluções peremptórias,
Mas solução notória e rica de pluralismo,
Sem se esquivar do perigo, de viver uma vida solitária ou pragmática,
Mas correndo como a luz de uma visão dogmática da construção do real
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