Programa Cultural

24 01 2009

Espetáculo Máscaras

 mascaras

O espetáculo aborda as diferentes máscaras de que os indivíduos se utilizam para sobreviver no convívio social. As relações de gênero e a diversidade sexual, o porque de as pessoas estarem se isolando e das dificuldades de relacionamento e de aproximação, através das dualidades prazer / culpa, liberdade / repressão, gozo / dor.

Espetáculo Máscaras – Cia de Dança Ciclos (Tabuleiro do Norte – CE)

Teatro do SESC Crato – Dias 24 e 25 de janeiro de 2009, a partir das 20h.

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).

Informações: 3523.4444.

Teatro Violeta Arraes – Fundação Casa Grande (Nova Olinda) – Sexta, dia 30 de Janeiro de 2009, às 19h30min.

Entrada Franca.

Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri. – Sábado, dia 31 de janeiro de 2009, às 19h30min.

Entrada Franca.

Informações: 3512.2855

Fonte: Divulgação





Maus-tratos com os animais

24 01 2009

Frigorífico público abate

bovinos a marretadas

Sem pistola pneumática, funcionário termina de abater o boi com golpes de marreta (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

Cenas dignas da Idade Média são vistas no Frigorífico Industrial de Juazeiro do Norte, em dias de abate de animais

Juazeiro do Norte. O Frigorífico Industrial do Cariri, neste município, mesmo com uma situação precária, continua em funcionamento. Irregularidades podem ser detectadas facilmente no local. Animais estão sendo sacrificados a golpes de marretadas, por conta do equipamento, a pistola pneumática, estar com defeito. Além disso, o prédio necessita de uma ampla reforma, as instalações elétrica e hidráulica também. A câmara fria está parada, além de outros problemas. A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Serviços Públicos de Juazeiro irá solicitar um laudo técnico da Vigilância Sanitária nos próximos dias. O próprio secretário da pasta, Eraldo Oliveira, admite que, por ele, o frigorífico fecharia.

Mas o problema seria maior, por ser o único da região, mesmo sem condições adequadas de funcionamento. A recomendação do Ministério Público do Estado é pelo fechamento de matadouros sem condições de funcionar. Hoje, são cerca de 1.700 bovinos abatidos por mês, cerca de 500 da cidade do Crato. São as duas maiores cidades da região que dependem dos serviços do frigorífico. Caso pare, segundo o secretário, será um colapso no abastecimento de carne. E o gerente Francisco Alberto da Costa vai mais longe, ao admitir que ninguém iria controlar o abate de animais na “moita”, ou seja, de forma clandestina, como acontece com suínos. Apenas 5% dos porcos comercializados no município passam pelo frigorífico. Outro problema seria um índice alto de desemprego. Boiadeiros e marchantes ficariam sem condições de sobreviver por falta de trabalho.

O problema do frigorífico de Juazeiro do Norte se arrasta há muitos anos. O prédio foi construído há 30 anos e jamais passou por uma reforma. São situações remediadas a cada administração. Mas a perspectiva dos administradores é tornar o frigorífico modelo no Estado. E para isso, o diretor Cícero Duda Maciel, há poucos dias no cargo, disse que falta pouco, pois os equipamentos já existentes precisam de manutenção. A necessidade de investimento imediato para colocar o local em boas condições de funcionamento, atendendo todas as normas técnicas e sanitárias, é de R$ 150 mil. (…)

O processo de terceirização, iniciado na administração anterior, foi suspenso. São 47 funcionários concursados que trabalham no local. Seriam necessários mais oito para completar o quadro. A receita, antes movimentada pelos próprios administradores, agora passa por sistema bancário da administração. O secretário Eraldo Oliveira afirma que toda a arrecadação passa a partir de agora por Documento de Arrecadação Municipal (DAM). “Agora realmente estamos vendo como é o processo de arrecadação. Antes o sistema não tinha um controle correto”, diz.

São instalações antigas, passarelas de ferro corroídas pela ferrugem. O local é um ambiente fétido e sem higiene.

A matança dos animais remete à Idade Média. Os golpes de marreta são para acabar de matar os animais de maior porte, já que o equipamento está com defeito. A coordenação afirma que, em breve, o equipamento passará por conserto. A pistola chega a custar pouco mais de R$ 5 mil.

ELIZÂNGELA SANTOS
Fonte: Diário do Nordeste





Ri-di-chulus XXXI

24 01 2009

Gato recebia benefício do Bolsa-Família

Campo Grande. Um gato de estimação fez parte, durante cinco meses, da lista de beneficiários do Bolsa Família em Antônio João, um dos municípios mais pobres de Mato Grosso do Sul, a 300 km da capital Campo Grande. O animal, chamado Billy, foi inscrito com nome, sobrenome e data de nascimento por seu dono, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador local do programa.

Billy tinha número de identificação social, cartão magnético e vinha recebendo R$ 20 mensais do governo federal como complementação de renda. A fraude foi descoberta durante a visita de um agente de saúde à casa do suposto beneficiário, em novembro passado. Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa não havia sido levada para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa. A mulher estranhou a pergunta. ´Mas o único Billy aqui é o meu gatinho´, respondeu.

O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância. ´Convocamos testemunhas e exigimos que o coordenador comprovasse a existência da suposta criança que ele cadastrou´, disse à reportagem a secretária de Assistência Social do município, Neuza Carrillo.

O processo de cadastramento das famílias é de responsabilidade do município. O coordenador, disse a secretária, é encarregado de receber e verificar a documentação dos candidatos ao benefício. Ao final dessas etapas, cabia a ele incluir os dados no sistema on-line do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. ´Os documentos não são remetidos a Brasília, somente as informações. Ele se aproveitou disso para criar um cadastro inteiramente falso, com dados como nome, peso e data de nascimento, e depois batizou a invenção com o nome do gato.

´Ouvido ao final da sindicância, Rosa admitiu a fraude. Funcionário municipal concursado desde 2006, ele foi afastado em dezembro. Na semana passada, pediu exoneração do serviço público. O Ministério Público Estadual apura se mais beneficiários existem ou são nomes fictícios, como os dados ao gato, que teve a inscrição no programa de nutrição com o nome de Billy Flores da Rosa e depois Brendo Flores da Silva.

Alegando dificuldades financeiras, o coordenador do Bolsa Família justificou a inclusão do seu gato de estimação no programa alimentar. (…) Em nota, a secretária-executiva-adjunta de Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, diz que o caso ´mostra o esforço feito para auditar o cadastro, fazer cruzamento de dados e checar os beneficiários´.

Fonte: Diário do Nordeste

Comentário: Desvio de dinheiro público é um ato condenável, qualquer quantia que seja. Porém é fato que ninguém se arriscaria tanto por apenas 20 reais. Deve haver mais fraudes naquele município (e muitas outras Brasil afora).

Joaseiro.com