Prefeitura tentar ordernar o Centro de Juazeiro do Norte

7 03 2009

rua-sao-paulo No Mercado Central, na Rua São Paulo, entre as ruas Santa Luzia e Alencar Peixoto, as mercadorias tomam conta das ruas e das calçadas (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)


Juazeiro do Norte. No intuito de fazer cumprir o Código de Postura deste município, de 2000, a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (Semasp) de Juazeiro começou a notificar lojistas para a retirada de mercadorias da frente das lojas da cidade. Os locais mais críticos como as ruas São Pedro e São Paulo, no Centro, serão prioridade. O projeto também envolve o remanejamento de barraqueiros e vendedores ambulantes.

Segundo o secretário da pasta, Eraldo Oliveira, a iniciativa visa um reordenamento da cidade, que já deveria ter sido efetivado em outras administrações. Ele ressalta o crescimento da cidade, que ainda tem uma visão provinciana em relação ao comércio, que cresce a cada dia. “Temos que dar um ar de metrópole a Juazeiro”.

Além disso, Oliveira afirma que, no caso das lojas que ficam com materiais nas calçadas, será dado um prazo após a notificação para que retirem. A meta do trabalho, acima de tudo, diz ele, é orientar e educar os comerciantes. “Estamos tomando uma atitude corajosa, já que os outros administradores não fizeram esse trabalho. É importante que as ruas sejam desobstruídas, mesmo depois de tantas tentativas”, ressalta.

A idéia de retirada, segundo ele, obedece um projeto que se desenvolverá de forma lenta. “Não faremos isso sem abrir um diálogo com os comerciantes, vendedores ambulantes, pois eles precisam sobreviver”. Os que estão há mais tempo comercializando nas ruas serão contemplados com projeto social. Mas, essas pessoas, conforme ele, já estão com cadastros junto a Prefeitura. Isso para evitar que novos venham a ocupar os espaços urbanos e queiram ser contemplados.

O Centro de Apoio aos Romeiros, após a Basílica da Nossa Senhora das Dores, é uma alternativa para alocação dos camelôs, o que deverá ser feito após a conclusão da obra, prevista para até o fim do ano. Uma alternativa que na gestão passada não chegou a funcionar com a alocação dos camelôs para um prédio nas proximidades da Basílica. Eles reclamavam que os clientes não iam até o local e que estavam sendo prejudicados com a decisão.

Oliveira considera que os pontos mais críticos em relação aos camelôs se encontram na Rua São Paulo (veja a foto), com a ocupação de um lado e outro dos vendedores de frutas e verduras, restando apenas um espaço no meio para ser dividido entre veículos e os consumidores, que se arriscam para fazer compras; e a feirinha de peixes, na Rua Ailton Gomes, bairro Pirajá. A idéia é fornecer alternativa para que fiquem dentro do mercado, comercializando os seus produtos.

No caso da feirinha de peixes, dezenas de barracas, tomam a Rua Ailton Gomes, também dificultando a passagem dos veículos e colocando em risco os consumidores. A feirinha é tradicional na localidade. O primeiro passo da medida é a educação e em seguida a notificação. “Tudo será feito de forma lenta, gradual, para que as pessoas não sejam prejudicadas e sejam estudados espaços definitivos para que não voltem para as áreas desocupadas”, disse o secretário. (…)

Fonte: Diário do Nordeste
Comentário: Tudo que o secretário falou é a mais absoluta verdade. Se ele conseguir, de fato, cumprir o que está pretendendo (e da forma como está pretendendo, sem prejudicar os comerciantes) terá conseguido um grande feito, uma primeira grande ação, de muitas outras que ainda são necessárias para revitalizar o centro comercial de Juazeiro do Norte.

A propósito do tema, a leitora Odinília Morais, no ótimo site www.juaonline.info, apresentou as seguintes sugestões para melhorar a Rua São Pedro:

“1. Ampliar as calçadas da Rua São Pedro em pelo menos 80 cm de cada lado, cobrindo aquela vala perigosa. Obviamente que fazendo o saneamento para o escoamento das águas fluviais.

2. Padronizar as calçadas tipo pavimento, evitando assim umas altas e outras baixas.

3. Se houver estacionamento, que seja pago, revertendo assim, como receita para a Prefeitura e evitando que parem com o carro e façam do espaço uma barraca de venda.

4. Criar “ilhas de descanso”, com sombra, bancos, água fresca e WC, para os consumidores, muitos deles de outras cidades.

5. Desobstruir as calçadas, que na grande maioria estão com objetos expostos, impedindo a circulação do pedestre, obrigando-os a transitar no meio da rua com o perigo eminente das motos.

6. Já que temos um grande número de bicicletas, por que não criar em cada quadra um suporte para estacioná-las?

 Afora a proposta número 3, que merece uma discussão mais aprofundada, achamos as outras 5 propostas muito bem pensadas. Elas deveriam ser implantadas já! E posteriormente, as propostas também deveriam ser aplicadas a outras ruas, como a São Paulo e a Padre Cícero.
Joaseiro.com

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