Discussão sobre Avenida Carlos Cruz chega à Câmara Municipal

4 05 2009

     Pois não é que alguma alma boa da Câmara Municipal de Juazeiro leu nossos posts a respeito da situação do calçadão na Avenida Carlos Cruz e solicitou audiência pública para discutir os problemas apresentados? Infelizmente, a audiência que deveria ter acontecido na última quinta-feira (30), não chegou a durar 15 minutos, pois houve tulmuto entre pessoas que vaiavam e as que aplaudiam o expositor dos problemas.

     Lamentamos que atitudes extremadas assim possam estragar a oportunidade que temos de fazer as autoridades ouvir nossas demandas. A sociedade deve requerer, incentivar e participar nesse tipo de ocasião em que somos chamados a participar efetivamente das decisões que interferem na nossa vida (isso sim é democracia, e não votar de quatro em quatro anos e esperar na poltrona a melhoria do mundo). A Câmara tentará fazer novamente a discussão no início dessa semana. Esperamos que, dessa vez, os presentes sejam mais maduros e procurem soluções para resolver os problemas, deixando de lado as briguinhas politiqueiras que a nada de construtivo levam.

     E que mais audiências acontençam! Juazeiro tem muitas questões a serem discutidas e o povo deve ser ouvido.

Joaseiro.com





JUACB?

4 05 2009

     O Diário do Nordeste noticiou que o deputado estadual (pois sim, ele existe e até fala!) Vasques Landim defendeu na Assembléia Legislativa que a Região Metropolitana a ser criada aqui venha a se chamar “Juacb”. Ora, serão só os 3 maiores municípios que vão compor a região? Se for, por que não chamar de Crajubar, como tradicionalmente já somos conhecidos? Ou simplesmente Região Metropolitana do Cariri, o que englobaria todos os municípios da região?

Joaseiro.com





Desenvolver o Cariri

4 05 2009

Leiam este editorial tratando da criação da Região Metropolitana do Cariri.

     A promulgação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, permitindo a criação de novas regiões metropolitanas no Ceará, autoriza a elaboração de projeto de lei complementar, pelo Executivo, instituindo a Região Metropolitana do Cariri. Essa iniciativa exigirá a ampliação dos estudos técnicos para definir sua abrangência.

     A idéia não deixa de ser um avanço, especialmente se forem respeitadas, como manda a legislação, as afinidades geoambientais, espaciais e socioculturais. Na prática, a integração preconizada já existe, principalmente na esfera socioeconômica, tendo Juazeiro do Norte como pólo aglutinador dos negócios do Cariri.

     Maior mercado consumidor da região, com 250 mil habitantes, Juazeiro do Norte chegou nos anos 60 a dispor de um comércio atacadista bem próximo ao de Campina Grande, na Paraíba, abastecendo municípios do Ceará, Piauí, Pernambuco e da própria Paraíba. De outra parte, o comércio varejista atendia as demandas das cidades no seu entorno. As vicissitudes econômicas, especialmente o processo inflacionário e a escassez de crédito para capital de giro, provocaram o desmantelamento da forte cadeia atacadista, na qual se destacavam os distribuidores de miudezas, gêneros alimentícios, tecidos, ferragens e combustíveis. Também a produção artesanal de ourivesaria sofreu sério abalo, provocando o fechamento de mais de 50 pequenas fábricas de alianças, brincos, anéis e braceletes. Este ciclo econômico foi substituído pela expansão desordenada do comércio ambulante, espalhado pelo centro vital de Juazeiro do Norte – a Rua São Pedro -, fazendo desaparecer sua feira aos sábados. Para compensar a queda no setor do comércio, Juazeiro ganhou inúmeras indústrias, descentralizadas pelas rodovias que ligam a cidade ao Crato e a Barbalha. A produção industrial impulsionou sua economia.

     O Crato, por sua vez, situado a dez quilômetros de Juazeiro, sempre primou pelo varejo de qualidade, além de suas características de cidade cultural por excelência. Centro introdutor da educação universitária no interior, lá foi implantada, em 1960, uma Faculdade de Filosofia, embrião da Universidade Regional do Cariri.

     Barbalha, também distante dez quilômetros, viu a economia agroindustrial da cana-de-açúcar tomar outro impulso com a instalação de três indústrias essenciais: uma de açúcar, outra de cimento Portland e uma terceira, de cerâmica. A crise econômica das últimas décadas só permitiu a consolidação da indústria de cimento. Barbalha se impôs como pólo de saúde por excelência.

     Excluídos esses três, os demais municípios, dentre os 33 do sul do Ceará, registram crescimento aquém de suas potencialidades. Por isso, a região carece de um plano de desenvolvimento para consolidar a região metropolitana programada, capaz de espalhar benefícios gerais por todas suas cidades. A experiência do Plano Asimov, na década de 60, demonstrou como o planejamento regional transforma as áreas onde as riquezas estão latentes.

Fonte: Diário do Nordeste