Programação da Festa de Barbalha 2009

16 05 2009

     Apesar de ainda predominar o mau-gosto e a falta de qualidade, temos muitas atrações boas este ano, algumas regionais. Fazer o quê? Aproveitar o que há de bom e ficar em casa nos outros dias… O destaque fica para a programação do dia do Pau da Bandeira: quatro palcos, todos eles com boas atrações. Boa festa!

  • Dia 31 – Dia do Pau da Bandeira

Palco 01- Parque da Cidade – Geraldo Azevedo; Joãozinho do Exu e Forró Kaquiado.

Palco 02 – Largo do Rosário – Dorgival Dantas; Casa de Reboco; Flávio Leandro e Cicéu.

Palco 03 – Marco Zero – Chico Pessoa; Maninho e Banda; Maurício Jorge e Fernandinho.

Palco 04 – Praça da Estação – Caninana do Forró; Ítalo e Reno e Forró Tapera.

  • No Parque da Cidade:

Dia 01, grátis, Swing Massa; Capim Cubano e Forró Cuxixo.

Dia 02, grátis, Ítalo Queiroz, Lázaro Barbalhense e Ellus Musical.

Dia 03, pago, Maninho e Banda; Calypso e Arreio de Ouro.

Dia 04, grátis, Os Pelejas; Os Águias e Forró de Nós.

Dia 05, grátis, Patrícia Michelly; Stéphane Pontes e Dé do Norte.

Dia 06, pago, Tchekerê; Louro Santos e Garota Safada.

Dia 07, grátis, Hélio Ferraz; Maurício Jorge e Dalton e Daniel.

Dia 08, grátis, Waldonys; Forró Tapera e Orlando Sanfoneiro.

Dia 09, grátis, Caixa Oito; Banda Retina e Epitácio Pessoa.

Dia 10, pago, Forró do Muído; Forró do Bom; Boca de Moça e Casa de Reboco.

Dia 11, grátis, Nilsinho e Cia; Chamego Bom e Zé Ramalho Barbalhense.

Dia 12, pago, Patrícia Michelly; Edu e Maraial; Parangolé e Forró de Taipa.

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Educação

16 05 2009

     O Brasil tem recursos para investir na educação equiparados aos países de primeiro mundo. Gastam-se verdadeiras fortunas, em nome da educação, só em nome, porque se contabilizá-las mesmo, não chega esse dinheiro todo ao destino e nem se educa o homem capaz de promover a transformação que a humanidade anseia. Aliás, nem precisa de CPI para saber que a educação está mendigando, com o chapéu na mão. Há um déficit de no mínimo 254 mil professores na rede esfarrapada do sistema. Precisa falar mais o que? Distribuem-se computadores a analfabetos funcionais como se isto fosse inclusão.

    É tão “simples”! Complicam tudo. Jesus deixou a proposta e o programa da pedagogia da transformação. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Rm 12:2)  Ele não propõe que o mundo seja mudado, sim, diz que é possível transformar-se o homem.

     O mundo, cada vez mais perto e visível, fica ao alcance de um mouzer e a bala perdida fica ali. Cadê o educador? A verba acaba, antes de capacitar pessoas para assumir o comando da educação que a sociedade precisa! Os donos da verba preferem propor projetos disse daquilo e daquilo outro que fracassam, porque são feitos por voluntários despreparados.

       Cadê o salário mínimo do professor? Não se implanta e já é até Lei, mas neste País, fazer Lei é muito “simples”. A gente paga horas extras, ela é votada, aprovada, comemorada e enfiada nos gavetões. Socorro!

     Se Carlos Drumond de Andrade estivesse aqui, iria, com certeza, reeditar sua poesia na capa da atual política de educação.  Na poesia, ele já denunciara que “no meio do caminho tem uma pedra”…

      Diz-se que um certo rei mandou colocar uma enorme pedra no centro de uma estrada bastante movimentada e ficou à distância, observando as reações daqueles que por ali passavam. Ele desejava ver quem tomaria a iniciativa de retirar a pedra, que atrapalhava o livre trânsito.

     Os homens de todas as camadas sociais passaram e todos igualmente se desviavam da pedra, subindo no acostamento. O rei notou que a maioria daqueles que caminhavam, apressados, queixava-se do rei por não se interessar pela conservação da via.

      Finalmente, um pobre lavrador aproximou-se da pedra e, com grande esforço, retirou a pedra do caminho. Acontece que, ao transportar a pedra para fora da estrada, sentiu que pisara em alguma coisa que certamente estaria embaixo dela. Depois de afastá-la do caminho, voltou e viu que no lugar ocupado por ela estava uma carteira. Abrindo-a, encontrou, além de uma respeitável soma de dinheiro, também uma notificação do próprio rei, esclarecendo que aquela importância se destinava a quem demonstrasse respeito, consideração mútua e urbanidade ao retirar da estrada a pedra que mandara colocar de propósito.

Moral da história: O educador sabe o que fazer das pedras. A educação precisa mudar o ritmo e o tom do discurso para garimpar tantas pedras que encontra pelo caminho. E sobre pedras edificar escolas. Afinal de contas: “Tu és Pedro e sobre esta pedra”…

Ivone Boechat

PhD em Educação

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