Vai um café?

25 06 2009

Funcionária de Sarney mora em prédio restrito a senador

Nomeada por ato secreto, uma funcionária do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para senadores. Valéria Freire dos Santos é viúva de um ex-motorista de Sarney e desde que mudou para o local ganhou um emprego no Senado.

O primeiro emprego de Valéria no Senado foi na direção geral. Em novembro do ano passado, ela foi transferida para o gabinete pessoal de Sarney por um ato que só veio a ser divulgado em abril deste ano. Para servir café em expediente de meio período, recebe salário de R$ 2.313,30 por mês.

Com a anuência de Sarney, Valéria foi autorizada a morar no apartamento por um prazo de 90 dias, a partir de janeiro de 2005. Mas está lá até hoje.

O imóvel é uma espécie de zeladoria que fica no térreo do prédio onde estão os apartamentos funcionais destinados aos senadores. Tem um quarto, sala, cozinha e banheiro e deveria ser destinado ao descanso dos seguranças. O prédio fica em área nobre de Brasília.

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Para ler toda a reportagem, clique AQUI.

Fonte: Correio Braziliense

P.S: Alguém já lhes disse que nós do Joaseiro fazemos um ótimo café? Por este salário, ainda torraríamos uns pães. Na chapa.





Um comentário que merece ser lido

25 06 2009

     Realmente dá gosto editar o Joaseiro.com. Mesmo quando o tempo nos falta e passamos alguns dias sem postar, eis que os comentaristas continuam as discussões, enriquecendo o conteúdo do blog e nos incentivando a continuarmos o trabalho. É muito bom ter esse retorno de vocês, leitores. Atualmente, uma boa discussão sobre cultura de massa e arte vem se travando no post “Programação da Expocrato 2009″, algo que vale a pena ser lido, pela qualidade dos questionamentos e argumentações expostas. Outro comentário fantástico que nos chamou a atenção foi o do [colunista] Franzé Matos, acerca do conto de Guilherme Patriota postado logo mais abaixo. Franzé sintetizou em poucas linhas grandes reflexões sobre a individualidade humana, os valores nos dias de hoje e banalização de vários aspectos da vida do homem moderno. Reflexões assim merecem ser lidas por todos e, por isso mesmo, reproduzimos o comentário aqui na página principal.

     Aproveitamos a oportunidade em que falamos diretamente aos leitores para agradecer ao Sr. José Gondim, nosso leitor de Fortaleza que nos enviou email elogioso. A ele, nosso forte abraço. E também agradecemos a Luciano Sá, Assessor de Imprensa do Centro Cultural do Banco do Nordeste, que ‘descobriu’ nosso site e agora manda diretamente para o nosso email a programação dos eventos do CCBN. Comprometemo-nos em continuar a divulgar a valorosa a agenda do CCBN, especialmente a do Cariri.

Joaseiro.com

     “O sentimento de angústia no mundo de I é também o meu. Não entendo porque uma pessoa se torna “massa”. Uma pessoa é todo um mundo, mas agimos hoje de maneiras tão semelhantes que tornamo-nos “massa”. 6 bilhões e não mais existem vanguardas? Artistas espetaculares? Grande filósofos? Que contradição é essa?

    Acredito justamente no oposto: há muito mais arte, muito mais literatura, muito mais diversidade que em qualquer época. Mas pela quantidade de novo que a todo segundo surge, torna-se tudo banal demais? E por quê?

     Quantificamos, categorizamos, distinguimos, criamos padrões. É verdade, facilita mais a vida e a ”mudança que cada ser pode dar para seu habitat”, mas aonde isto está nos levando? Literatura é banal, filosofia banal, arte é banal, saber a cada segundo o que ocorre em todo o mundo é banal, destruir a natureza de todo o planeta é banal, quase duas dezenas de países com bomba atômica é banal, a morte é banal, árvore banal, animal banal, tudo banal? Para que viver assim? Se banal tournou-se a vida? Que grande caminho para onde fomos levados.

     O novo é a constância, não mais a ruptura. O “sistema” de hoje vive e se mantém da produção e consumo deste novo. E ele é, antes de virar ruptura, trazido para o seio do sistema como produto que o próprio sistema possibilitou. Nosso pensamento vive sobre uma única lógica. É preciso reverter a própria lógica. Pois a lógica influencia todos nossos pensamentos e ações. E mudarmos os pensamentos e ações e não refundarmos a lógica de onde eles surgem, de que adianta? É muito maior e mais complexo. Vivemos no mundo que é um grão de areia e esquecemos de todo o resto. Em nosso entorno há quatrilhões e quatrilhões de quilômetros pelo universo. Olhando para a mesa a sua frente ela fervilha num movimento incessável e achamos que ela está parada.

    Radicalidade realmente. Precisamos de um grande gole, urgente.”

 Franzé Matos