13 de Julho, Dia Mundial do Rock.

13 07 2009

Live Aid e o Dia Mundial do Rock

A maioria das datas importantes celebradas em nosso calendário requer uma reflexão sobre os acontecimentos que norteiam essa ostentação, fazendo com que nos debrucemos aos fatos e busquemos através da história a origem do dia comemorativo.


Por Alexandre Saggiorato | Em 12/07/09 | do site Whiplash.net

Como o dia mundial do rock aproxima-se, nada melhor do que explorar esse tema tão envolvente e importante para o mundo da música jovem. O rock originou-se nos Estados Unidos na década de 1950 e ganhou o mundo a partir daí, passando por diversas modificações sonoras e visuais. Mas é importante ressaltar que o dia mundial do rock não é apenas um dia estipulado por sua música ou pela mídia, mas também pelo seu envolvimento político e social que crescia a cada década e que foi simbolizado durante o festival de rock LIVE AID, realizado em 1985.

BOB GELDOF, compositor, humanista e vocalista da banda BOOMTOWN RATS, idealizou juntamente com MIDGE URI o evento que foi realizado no dia 13 de julho de 1985. O concerto aconteceu simultaneamente nos estádios JFK na Filadélfia nos Estados Unidos e no estádio Wembley em Londres na Inglaterra, e contou com a presença de diversos artistas, entre eles: STATUS QUO, Led Zeppelin, DIRE STRAITS, MADONNA, QUEEN, JOAN BAEZ, DAVID BOWIE, B. B. KING, MICK JAGGER, STING, U2, PAUL MCCARTNEY e PHIL COLLINS que curiosamente conseguiu tocar nos dois estádios, embarcando em um avião rapidamente após o show na Inglaterra rumo aos EUA.

O evento teve como objetivo principal e utópico, o fim da fome na Etiópia e foi transmitido pela BBC para diversos países. ERIC CLAPTON que também se apresentou no festival comentou em sua autobiografia sobre os momentos que antecederam sua apresentação no festival: “Nos hospedamos no Four Seasons Hotel, onde cada quarto estava ocupado por músicos. Era a Music City, e como a maioria das pessoas, fiquei acordado a maior parte da noite na véspera do concerto. Não pude dormir de nervoso. Deveríamos subir ao palco ao anoitecer, e fiquei assistindo às apresentações dos outros músicos na TV durante a maior parte do dia, o que provavelmente foi um erro psicológico”.

Como podemos notar nas palavras de Clapton o festival foi muito importante e tomou uma proporção monstruosa devido à diversidade de artistas a se apresentar, sem contarmos a responsabilidade dos músicos envolvidos em um projeto grandioso como esse. Para termos uma idéia, alguns artistas ainda se apresentaram em Moscou, Sidney e Japão.

Após 20 anos do evento, BOB GELDOF realizou em julho de 2005 o LIVE 8, uma espécie de “nova edição”, onde pôde contar com uma estrutura ainda maior, além da colaboração de inúmeros músicos para a solidificação de suas idéias, às quais, ainda se fundamentam em pressionar os principais líderes mundiais (o G8) para perdoar a dívida externa das nações mais pobres do mundo. Além disso, GELDOF firma-se na proposta de liberdade, ensino, cuidados médicos básicos para todas as crianças, remédios para portadores de AIDS, entre outras metas, que se depender de seu empenho, serão no mínimo amenizadas ou repensadas pelos líderes mundiais.

Fonte: Whiplash.net

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Obs: Em virtude deste dia vamos postar, por toda esta semana, matérias relacionadas, vídeos e letras de bandas clássicas do tão aplaudido e eterno Rock And Roll. Em lugar de bandas de Forró de Plástico e letras de conteúdo sem relevância, esta homenagem à eminência de um estilo musical que se firmou pelo som forte e envolvente aliado à poesia e engajamento político e social de suas letras é de grande merecimento neste blog que tem por uma de suas metas a mudança na consciência política do nosso povo. Certamente, uma música que se tornou conhecida por méritos reconhecidos e relembrados ano após ano em nome de uma causa que, embora utópica, é um pouco o “Imagine” de todos nós.

Imagine
John Lennon
Imagine
John Lennon
Imagine there’s no heaven,
It’s easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today…

Imagine there’s no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace…

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world…

You may say I’m a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you’ll join us,
And the world will live as one

Imagine que não exista nenhum paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje…

Imagine que não exista nenhum país,
Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer,
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz…

Imagine nenhuma propriedade,
Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.

Você talvez diga que sou um sonhador,
Mas eu não o único.
Eu espero que algum dia você junte-se a nós,
E o mundo viverá como um único.

Joaseiro.com





“Vestidas de Branco” no CCBN

13 07 2009

Mostra de Nelson Leirner propõe viagem bem-humorada ao mundo do casamento e da sociedade de consumoVestidas de branco2

Um grande tapete vermelho dá o tom da celebração de “Vestidas de Branco”, a exposição de Nelson Leirner no Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri, em Juazeiro do Norte (Rua São Pedro, 337 – Centro – fone: (88) 3512.2855), que terá o casamento como tema, a partir da próxima terça-feira, 14, às 19 horas. Gratuita ao público, a mostra individual de Nelson Leirner ficará em cartaz no CCBNB-Cariri até o próximo dia 28 de agosto (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 13h às 21h). A exposição tem curadoria de Moacir dos Anjos.

Um dos mais expressivos vanguardistas dos anos 1960

A criação é de Nelson Leirner, artista considerado um dos mais expressivos representantes do espírito vanguardista dos anos 1960, no Brasil e no mundo, e cujas realizações têm como foco a popularização da arte, a participação e identificação do público. Suas obras, emblemáticas e instigantes, criam um elo imediato de identificação com as pessoas, através dos elementos que ele utiliza, sempre familiares ao cotidiano do povo.

Em “Vestidas de Branco”, Nelson Leirner propõe uma viagem pelo mundo do casamento, da cerimônia à maternidade; da festa à lua de mel, do erotismo dos casais ao inevitável mundo do consumo. Com muito humor e irreverência, características inerentes ao artista.

A idéia de fazer uma exposição sobre o tema surgiu quando Leirner visitou o Museu Vale, em Vila Velha no Espírito Santo, e ficou impressionado com a quantidade de noivos e noivas que vão ao local diariamente para fazer as fotos do álbum de casamento. Com as roupas da cerimônia, muitas vezes acompanhados dos pais e damas de honra, eles escolhem os mais bonitos ângulos dos jardins daquele Museu.

“Parto muito da observação para realizar o meu trabalho. E a imagem dos noivos fotografados nas mais diversas poses não saiu mais da minha cabeça. Então, decidi: é isso! Está dado o tema da exposição”, conta o artista. “Vestidas de Branco” tem curadoria de Moacir dos Anjos e produção da Imago Escritório de Arte.

A mostra

Um enorme tapete vermelho na área central do espaço leva aos noivos; nas laterais, os convidados: imagens de santos, soldados, divindades afro-brasileiras, bonecos infantis e réplicas de animais, criações do artista já reverenciadas nas obras A Grande Parada (1998), O Grande Desfile (1984), O Grande Combate (1985) e O Grande Enterro (1986). No final da extensão do tapete, os noivos.

A caráter, e com caras de macaco!, outra marca registrada nos trabalhos de Leirner desde os anos 1970. “O macaco é único. É o animal que mais se assemelha ao homem e com o qual o homem tem grande identificação”, diz o artista ao lembrar de sua recente participação na Arco, em Madri, quando os seus macacos fizeram enorme sucesso.

A festa começa com o bolo, de seis andares, Padre Cícero ao alto, e uma série de bonecos do folclore brasileiro, personagens místicos e folclóricos que Nelson Leirner costuma utilizar em seus trabalhos. A música será representada por estantes de partituras e máscaras de macacas.

A “cena” seguinte é a Lua de Mel, com dois ambientes: praia e campo. No primeiro, barracas e cadeiras de praia. Na “cena” do Campo haverá um bosque de grama artificial, com 32 peças de base fina e fotos ovaladas de grama.

O erotismo dois noivos será lembrado com as imagens de três noivas: uma cercada de objetos de petshop, com apelo fálico; outra cercada de macacos; e a terceira, com flores artificiais de madeira também com aspecto fálico.

A penúltima instalação remete à Maternidade. Doze berços, com 12 macaquinhos de pelúcia, representarão a concepção. Por fim, o consumismo, com a instalação Bagalot, uma estrutura que ocupará a parede do fundo da sala com 500 bolsas coloridas penduradas.

Vestidas de branco3

“Vestidas de branco”, por Nelson Leirner

” … A idéia é representar o casamento, fazendo uma passagem do presente para o futuro, e deste para o passado. Será uma exposição espelhada, sem espelho. Ou seja, com a possibilidade de percorrê-la na ida, dentro estilo cronológico do casamento, da cerimônia à maternidade e ao consumo; e na volta, depois de experimentar as várias etapas e poder viver novamente o passado, o momento onde tudo começou”.

O artista

Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Sua produção abrange diversas linguagens e suportes, entre eles objeto, happening, instalação, outdoor, desenho, gravura, design e cinema experimental.

Em todos os meios, afirma sua posição crítica e irônica ao sistema da arte abrindo brechas ao entendimento do público não-iniciado, através da utilização de materiais familiares ao povo, como imagens de santos e entidades do candomblé, soldadinhos, pequenos brinquedos, animais e adesivos autocolantes.

Nascido em São Paulo, em 16 de janeiro de 1932, Nelson Leirner, 77 anos, é considerado um artista polêmico, irreverente, contestador. Ele busca atingir as ruas de forma a criar indagações nas pessoas, e utiliza várias estratégias estéticas e/ou comportamentais de forma experimental, mesmo que isso cause certo estranhamento. O artista se recusou a participar das Bienais de 1969 e 1971 durante o período da ditadura.

Em 1974, criticou o regime militar através da série A rebelião dos Animais. Leirner iniciou a carreira na década de 1950 e, desde então, participou de mais de uma centena de coletivas, além de realizar individuais no Brasil e em várias partes do mundo e de atuar como professor em cursos de arte por mais de duas décadas.

Leirner fala sobre essa identificação: “o público em geral, independentemente do grau de instrução, se identifica muito com o meu trabalho, com os elementos que eu uso, mesmo não conseguindo conceituá-lo (porque a arte é elitista, carrega um conceito, o artista carrega um pensamento). O fato e que há uma identificação em si mesma, uma atração imediata. Não que eu faça uma arte para grandes públicos, mas o grande público se identifica com os elementos que uso, e as pessoas se encantam por reconhecerem na arte objetos muito familiares, como Iemanjá, São Sebastião, Saci etc. O meu maior fã clube são as crianças. Quando eu faço os stickers eles conhecem, eles identificam todos os elementos que vêem nos programas de televisão, nas revistas, nas histórias em quadrinhos”.

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

* Nelson Leirner – (21) 8786.9931 (falar com a coordenadora da exposição, Maria Clara Rodrigues) / (21) 2285.1914 / 2225.7470 (falar com Joana Coimbra, assistente de produção) – producao@imagoarte.com.br <mailto:produção@imagoarte.com.br>

* Anastácio Braga (gerente do CCBNB-Cariri) – (88) 3512.2855 / 8802.0363 – anastacio@bnb.gov.br

* Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do CCBNB) – (85) 3464.3184 / 8851.5548 – jacquerlm@bnb.gov.br

* Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br

Fonte: Assessoria de Imprensa do CCBN





Sobre as estradas do Cariri

13 07 2009

Estradas: A buraqueira que nos cabe e estamos dentro

Por José Cícero
Era uma vez uma estrada.
Algo que nos proporcionava alegria
E às vezes até esperança porque era sinônimo de futuro
E de progresso: BR-116
Rodovia pomposa conhecida, famosa – Santos Dumont.
Uma vontade forte de avançar, seguir sempre em frente.
A estrada era como se fosse artérias e veias
A irrigar toda a vida da nossa sociedade.
Uma estrada que nos ligava ao mundo
assim com ao nosso próprio sonho de grandeza.
Uma promessa firme com o encontro possível.
Agora, não passa de um buraco gigante
a instigar nossa raiva e nossa (des)confiança.
Um atentado. Um grito silencioso de protesto.
Uma vergonha explícita. Uma afronta…
Um desrespeito a toda sociedade cearense
E do Cariri em especial.
Uma tácita declaração de que paciência tem limite.
Quem ver e passa nas nossas estradas hoje,
não se sentirá parte dela como dantes.
É como se estivéssemos sobre o solo lunar
Sequer com a presença de São Jorge no seu perene cavalgar.
Se é verdade que governar é construir estrada;
Estamos todos sob o regime de Bakunin.
Somos para o todo e sempre seres ingovernáveis.
Nossas estradas é um câncer em acelerado processo de evolução.
Uma praga a ferir de morte todo o nosso bom senso.
Uma evidência concreta de que o povo
Ainda permanece no extenso rol dos esquecidos.
Enquanto isso, eles, os políticos, preferem o avião.
Ora bolas, para que serve o povo?!
O povo só presta para votar?
Ano que vem tem mais eleição.
E as estradas devem permanecer assim: uma lástima.
(…)
Quem precisa usar nossas estradas, hoje,
Como lida cotidiana e meio de vida
está desde muito, submetido a uma via-crúcis das mais penosas.
Além de ter que enfrentar outros males perigosos
Como assalto, acidentes, prejuízos financeiros com os veículos,
bem como até mesmo a política propina viciada…
Ou não podemos falar sobre isso?
Mas todos sabem do que estou falando.
A propina é uma prática antiga nas nossas estradas…
Uma política literalmente institucionalizada.
A que os motoristas passaram a encarar como normal.
Se não tivesse desmantelado o transporte ferroviário
Quem sabe o fantasma da buraqueira pudesse ser amenizado.
Mas não. O transporte rodoviário é um compromisso com o lobby
Dos poderosos do setor.
O setor rodoviário gera votos e garante
a manutenção e permanência de muitos que estão lá em cima,(no céu de brigadeiro)
batendo no peito se dizendo representantes dos oprimidos.
O que temos agora é apenas um buraco, quanto muito, cheio de caminhos.
Mas, perguntemos: a quem pode interessar tudo isso?
Por que o descaso explícito?
Ao povo sabemos que não interessa este caos.
(…)
Todo o progresso depende necessariamente das nossas estradas melhoradas.
Não tê-las é simplesmente aceitar a realidade do atraso,
Incompetência e malversação dos nossos impostos e dos recursos públicos.
Os buracos das nossas estradas se parecem a cada dia,
Com os discursos fisiológicos dos nossos políticos carreiristas.
Nossas estradas só servem hoje para os aviões dos magnatas do poder e do capital.
Os buracos das estradas é a prova de uma nação fragilizada
e que não tem ( e nem demonstra) compromisso com o futuro.
Um crime, um delito cometido contra cada cidadão.
Portanto, um crime de responsabilidade. Um agravo à sociedade.
Queremos estrada como um direito elementar dos que ainda acreditam nos políticos
Assim como na perspectiva de um futuro de progresso e desenvolvimento para o Brasil…
Quem casa, quer casa. Quem viaja e sonha, quer estrada.

(*) O autor é Professor, Poeta, Pesquisador e
exerce a Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto de Aurora – CE
Joaseiro.com