A inocência de Sarney

5 08 2009

     Acabamos de assistir, aqui pela internet mesmo, ao discurso do Presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), pela primeira vez se defendendo na tribuna de todas as acusações que pesam contra ele. Nervoso, gaguejante e em alguns momentos demonstrando estar até emocionado, Sarney tentou passar uma imagem diametralmente oposta – e não conseguiu – de que estava seguro para responder a tudo na ponta da língua. Iniciou relembrando sua história política e depois passou a rebater as denúncias. Dentre outras coisas, mostrou que os chamados atos secretos existiram não só durante a sua presidência, mas de todas as presidências desde 1995 (vale lembrar que o próprio já foi presidente do Senado em outros dois mandatos). Como se isso justificasse!

Algumas frases do Senador Sarney:

“Rodrigo Cruz também não sei quem é. Incluíram como se fosse nomeado por mim.” Rodrigo Cruz é  simplesmente o homem de quem Sarney foi padrinho de casamento e genro do ex-diretor Agaciel Maia.

“Há 55 anos no Congresso, nunca adotei a norma de chamar parentes para a minha assessoria.”

“É claro que não existe o pedido de uma neta – se pudermos ajudar legalmente – que qualquer um de nós deixe de ajudar.”

“Segundo nome: Vera Portela Macieira Borges. Realmente, é sobrinha, por afinidade, minha (…)”

“Perdão, eu pulei Ivan Sarney. Ivan Sarney trabalhou aqui dois anos”

“Sou vítima de uma campanha sistemática e agressiva”

“Estavam discutindo, sou Senador e estou sendo representado como decoro parlamentar, mas colocaram minha família que nada tem a ver com o Senado.”

“Este cargo não me acrescenta nada senão agruras, injustiças, decepções e trabalho, mas minha certeza de que nada fiz de errado,(…)”

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