Por Franzé Matos
Sentado ao banco olhando o horizonte
Sob um sol das trevas me tirar
Consigo imaginar uma visão de mundo diferente
A grande massa do mar
E a invisibilidade do ar
Fazem remeter às contradições iminente de nosso ser
Tente pensar o mar
Sem olhar para o que sempre vês
Sonhas obter algo diferente?
E todo o ar que não vês
Julgas conhecer, mesmo sem enxergar?
Enxergar o mar
É não reconhecer
A contradição de nossa visão
Um líquido em volição
Resultado de uma agonia unificadora
Das energias por elas mesmas
Infinitos átomos em relação
Produzem a sensação
Da compreensão do múltiplo como unidade
Mas e todo o ar que não vês?
Como não reconhecer que existe?
Acreditas demais nos sentidos
Que polidos para nos dar falsas afirmações
Completam sua missa
De nenhuma verdade nos mostrar
Pois nos comandos errados que damos
Recebemos o simples engano como resposta
E cabe a nós duvidar
E nessa mesma duvida contemplar
As visões diversas que se mostram
E na diversidade que aprece
Recrudesce um no modus para a verdade.
Joaseiro.com
fico na dúvida se o que vejo é verdade ou mentira, mas sempre fico na dúvida, pois prefiro não afirmar que é bom ou ruim, que é certo ou errado, ou mesmo tomar um lado, para daí não poder sugir uma outra verdade que absorve o campo de nossas percepções, nos cegando o vislumbrar do que é nosso, certo ou errado, coletivo. o mais importante não é ver o mar, mas ver o mar que existe para você e também para um outro, não achas?
massa, sempre bons e produtivos textos, as vezes sinto falta do cotidiano, do real da possibilidade comum, mas esta é a opção de cada poesia e de cada poeta.
abraços,
Guilherme Patriota.