Poema da Semana

9 08 2009

Por Franzé Matos

Sentado ao banco olhando o horizonte

Sob um sol das trevas me tirar

Consigo imaginar uma visão de mundo diferente

 

A grande massa do mar

E a invisibilidade do ar

Fazem remeter às contradições iminente de nosso ser

 

Tente pensar o mar

Sem olhar para o que sempre vês

Sonhas obter algo diferente?

E todo o ar que não vês

Julgas conhecer, mesmo sem enxergar?

 

Enxergar o mar

É não reconhecer

A contradição de nossa visão

Um líquido em volição

Resultado de uma agonia unificadora

Das energias por elas mesmas

Infinitos átomos em relação

Produzem a sensação

Da compreensão do múltiplo como unidade

Mas e todo o ar que não vês?

Como não reconhecer que existe?

 

 

Acreditas demais nos sentidos

Que polidos para nos dar falsas afirmações

Completam sua missa

De nenhuma verdade nos mostrar

Pois nos comandos errados que damos

Recebemos o simples engano como resposta

E cabe a nós duvidar

E nessa mesma duvida contemplar

As visões diversas que se mostram

E na diversidade que aprece

Recrudesce um no modus para a verdade.

Joaseiro.com


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Uma resposta

25 08 2009
Guilherme Patriota

fico na dúvida se o que vejo é verdade ou mentira, mas sempre fico na dúvida, pois prefiro não afirmar que é bom ou ruim, que é certo ou errado, ou mesmo tomar um lado, para daí não poder sugir uma outra verdade que absorve o campo de nossas percepções, nos cegando o vislumbrar do que é nosso, certo ou errado, coletivo. o mais importante não é ver o mar, mas ver o mar que existe para você e também para um outro, não achas?
massa, sempre bons e produtivos textos, as vezes sinto falta do cotidiano, do real da possibilidade comum, mas esta é a opção de cada poesia e de cada poeta.
abraços,
Guilherme Patriota.

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