Poema da Semana

23 08 2009

Por Franzé Matos

Eis que surge o medo da vida e da morte

Sangrando horizontes, busco um norte

Para uma realidade que evanesceu

 

Perdido estou no apagar da chama

Clama agora a infinidade de perguntas

Sem resposta, sem resposta

Chora o meu mundo interior

Um mundo em quem ninguém mais mora

 

Aos loucos fui jogado

E os chamei de companheiros

as perguntas do passado?

Fortaleza de sem sentido passageiro

 

Sou portador de mim mesmo enjaulado

Busco a luz na noite fria

Para escapar da fugacidade

Da mudança eterna que se anuncia

Mas recrudesce um medo

Medo que não mais queria

 

As certezas aparentes

Anestesiadas dormentes

Com o teletransportar para prisão

Liberta o eu de dentro

Ser frágil e nu na vastidão

Um fiel descrente

Racional demente

De verdades em vão

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