Por Franzé Matos
Eis que surge o medo da vida e da morte
Sangrando horizontes, busco um norte
Para uma realidade que evanesceu
Perdido estou no apagar da chama
Clama agora a infinidade de perguntas
Sem resposta, sem resposta
Chora o meu mundo interior
Um mundo em quem ninguém mais mora
Aos loucos fui jogado
E os chamei de companheiros
as perguntas do passado?
Fortaleza de sem sentido passageiro
Sou portador de mim mesmo enjaulado
Busco a luz na noite fria
Para escapar da fugacidade
Da mudança eterna que se anuncia
Mas recrudesce um medo
Medo que não mais queria
As certezas aparentes
Anestesiadas dormentes
Com o teletransportar para prisão
Liberta o eu de dentro
Ser frágil e nu na vastidão
Um fiel descrente
Racional demente
De verdades em vão
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