Por Franzé Matos
Eis que surge o medo da vida e da morte
Sangrando horizontes, busco um norte
Para uma realidade que evanesceu
Perdido estou no apagar da chama
Clama agora a infinidade de perguntas
Sem resposta, sem resposta
Chora o meu mundo interior
Um mundo em quem ninguém mais mora
Aos loucos fui jogado
E os chamei de companheiros
as perguntas do passado?
Fortaleza de sem sentido passageiro
Sou portador de mim mesmo enjaulado
Busco a luz na noite fria
Para escapar da fugacidade
Da mudança eterna que se anuncia
Mas recrudesce um medo
Medo que não mais queria
As certezas aparentes
Anestesiadas dormentes
Com o teletransportar para prisão
Liberta o eu de dentro
Ser frágil e nu na vastidão
Um fiel descrente
Racional demente
De verdades em vão
Joaseiro.com
Finalmente escrevi algo que realmente “presta”, não acham? Este é, de fato, meu mais fundo interior manifesto. E com esta poesia consegui capta-lo em um lampejo de emoção. Gostaria que ela tocasse a vocês como a mim toca, por ser parte de mim mesmo exposto aos olhos do mundo e aos meus olhos mesmos…
Abraços.
suas poesias sempre tocam os que lêem. talvez toque alguns mais que outros, mas isto não importa: o importante é ser tocado e tocar. acredito ser importante analisar dois lados de dentro de nós mesmos, até quando um quer prevalecer mais que os outros. que tal enxergarmos outros pontos mais satisfatórios dentro de gigantesca insatisfação? consegui gerar esta questão dialogando com você mesmo e com seus textos. ainda existe luz no tunel, e não é apenas no final. é importante ser humano também, fazer politica, entrar e sair dos jogos, mesmo quando eles nos impoem o que acreditamos não ser.
abraços, força
Guilherme Patriota.