Poema da Semana

23 08 2009

Por Franzé Matos

Eis que surge o medo da vida e da morte

Sangrando horizontes, busco um norte

Para uma realidade que evanesceu

 

Perdido estou no apagar da chama

Clama agora a infinidade de perguntas

Sem resposta, sem resposta

Chora o meu mundo interior

Um mundo em quem ninguém mais mora

 

Aos loucos fui jogado

E os chamei de companheiros

as perguntas do passado?

Fortaleza de sem sentido passageiro

 

Sou portador de mim mesmo enjaulado

Busco a luz na noite fria

Para escapar da fugacidade

Da mudança eterna que se anuncia

Mas recrudesce um medo

Medo que não mais queria

 

As certezas aparentes

Anestesiadas dormentes

Com o teletransportar para prisão

Liberta o eu de dentro

Ser frágil e nu na vastidão

Um fiel descrente

Racional demente

De verdades em vão

Joaseiro.com


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2 respostas

24 08 2009
Franzé Matos

Finalmente escrevi algo que realmente “presta”, não acham? Este é, de fato, meu mais fundo interior manifesto. E com esta poesia consegui capta-lo em um lampejo de emoção. Gostaria que ela tocasse a vocês como a mim toca, por ser parte de mim mesmo exposto aos olhos do mundo e aos meus olhos mesmos…
Abraços.

25 08 2009
Guilherme Patriota

suas poesias sempre tocam os que lêem. talvez toque alguns mais que outros, mas isto não importa: o importante é ser tocado e tocar. acredito ser importante analisar dois lados de dentro de nós mesmos, até quando um quer prevalecer mais que os outros. que tal enxergarmos outros pontos mais satisfatórios dentro de gigantesca insatisfação? consegui gerar esta questão dialogando com você mesmo e com seus textos. ainda existe luz no tunel, e não é apenas no final. é importante ser humano também, fazer politica, entrar e sair dos jogos, mesmo quando eles nos impoem o que acreditamos não ser.
abraços, força
Guilherme Patriota.

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