Desligado de tudo estou
Sou um contato raro com o fundo
Desnudo de tu estou
Escrevo as loucuras do mundo
Sou a voz que se cala
Quando tu fala
Não o tu outro
Mas tu que tem fala
Que me cala, que me prende
Descrente que ainda existo
Sou teu interior
Puro torpor em revolução
Degeneração do que sempre vias
Pois tudo é aparente
Dormente segues
Se assim não te guias
Pergunta-me e te respondo
Da-me a mão e te dou um beijo
Mas basta um lampejo
Gracejo de mentiras
E por tempos não te vejo
Mas a vida é reação
Que por me esquecer
Faz-te a cada golpe sofrer
Por buscar verdades
Nas mentiras
Talhadas a sangue, fé e fogo
Mito,religão e filosofia
As feridas que viram
cicatrizes da guerra interior
Que saram sem nunca desaparecer
Pois basta o medo aparecer
E sempre estarei lá
“Vem! Sou teu amigo”
Joaseiro.com
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