Que os abstêmios perdoem, mas…

20 09 2009

Beber faz bem

(19.8.2009)
Braulio Tavares


Uma das melhores coisas da vida é beber; uma das piores é ficar bêbado. Isto posto, espero que os abstêmios perdoem a singeleza deste título. Culpar somente a bebida pelos despautérios dos bêbados é tão ingênuo quanto atribuir a ela as qualidades dos romances de Hemingway ou de Lima Barreto. A bebida não cria nada de bom nem nada de mau em nós; apenas potencializa o que já temos. A bebida, em excesso, apenas atordoa, desorganiza, embrutece. A bebida, na medida certa, apenas inebria, congraça, arrebata e pacifica. Segundo Henry James, “a sobriedade reduz, discrimina e diz não, enquanto que a embriaguez expande, unifica e diz sim”.

Existe uma equação que os grandes boêmios dominam intuitivamente. É preciso beber até atingir um certo estado de euforia. Uma vez atingido este estado, basta diminuir o ritmo de absorção, mas continuar bebendo de pouquinho, a intervalos, para que o estado se mantenha. Esta é a parte mais difícil. A euforia produzida pelo primeiro assomo do álcool é tão agradável que em geral perdemos o ponto e carregamos na mão. O entusiasmo nos faz beber em maior velocidade do que o necessário, e acabamos com a boca torta, o olho torto, a rua torta, e até o táxi parece estar andando em duas rodas como um Simca Tufão.

Uma sábia invenção dos que bebem vinho foi a idéia de alterná-lo com água. A intenção é hidratar, mas psicologicamente acaba tendo um efeito de retardamento da embriaguez. Quem gosta de beber conversando, como eu, recorre de vez em quando ao copo para molhar a garganta e lubrificar as idéias. Ora – uma coisa é pegar dez vezes a taça de vinho, outra coisa é pegar cinco vezes na de vinho e cinco na de água. Eis o pulo do gato. (Claro que, se o sujeito é pinguço mesmo, ele vai tomar uma garrafa de vinho em uma hora, e não tem água que o recupere, mas aí eu não tenho jeito a dar.) Esta medida é tão providencial que resolvi adotá-la também para outras bebidas. Depois do quinto ou sexto chope, começo a alternar os chopes com garrafinhas de mineral com gás. É o quanto basta, em geral, para manter o inebriamento e me permitir, no fim, calcular minha parte na conta.

Henry James estava certo no que afirmou acima, mas os bebedores profissionais sabem muito bem que a euforia alcoólica é geradora de fantasias panteístas. Quando a farra está boa, viramos amigos de todo mundo, fazemos juras e promessas, assumimos compromissos que no dia seguinte vêm bater à nossa porta ou fazer latejar nossas meninges. Dizem que F. Scott Fitzgerald, que davas festas de arromba na sua casa em Great Neck, mantinha na entrada dela um cartaz enorme dizendo: “Solicita-se aos visitantes que não arrombem portas de armários em busca de bebida, mesmo quando autorizados a tanto pelos donos da casa. Hóspedes que vieram passar o fim de semana ficam respeitosamente prevenidos de que convites para ficar até segunda-feira, feitos pelos anfitriões na madrugada de domingo, não devem ser levados a sério”.

Fonte: www.jornaldaparaiba.com.br

Comentário: que este post esteja na categoria Esportes é somente uma ironia, favor não levar tão a sério quanto o faria com o cartaz na casa dos Fitzgerald.





Asfaltamento

20 09 2009

     A promessa da Prefeitura é de que hoje a Rua São Pedro, entre a Avenida Castelo Branco e a linha férrea, será reasfaltada. Precisa mesmo! Em toda sua extensão ela está cheia de buracos e irregularidades.

    Sugerimos que o asfaltamento prossiga em algumas ruas dos bairros mais centrais que merecem mais urgência, como a José Marrocos (que nasce por trás da sede da prefeitura e vai até a Avenida Castelo Branco), a São Benedito e a Rua do Limoeiro. Todas elas têm tráfego intenso, interligam importantes regiões da cidade, dão acesso a diferentes bairros e estão completamente danificadas. Também urge fazer o asfaltamento e a recuperação das ruas que dão acesso ao Campus da UFC e ao novo Campus da Faculdade Leão Sampaio, este último situado em uma rua que mais lembra uma estrada de terra.

Joaseiro.com